Às vezes morro. Quase sempre.
Como um cão ou como um porco,
morro às vezes muitas mortes
de que um gato sabe pouco.
Morro de medo, de tédio,
de navalha e de silêncio.
Morro por ato, omissão.
Palavra, morro. Pensamento.
Às vezes morro de dó,
de rir, chorar - de desespero.
Morro tal como morre
um alfinete no palheiro.
Às vezes morro de gula.
Outras, de inanição.
Morro de sede e fome,
- como um porco, como um cão.
Morro da noite pro dia,
morro hora ou outra,
morro de caso pensado,
morro de vento em popa.
Morro com voz de galo,
morro mudo como boi.
Morro só de pensá-lo
- e quem não morre, perdoe.
Publicado em 31 de julho de 2008 às 21:14 por briguet