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Santos

São Longuinho (Longino, Longinus)

“Para aquele que tem fé, nenhum argumento é necessário. Para aquele que não tem fé, nenhum argumento é possível.”
(Tomás de Aquino, santo da Igreja)

“Ter fé é acreditar naquilo que você não vê; a recompensa por essa fé é ver aquilo em que você acredita.”
(Agostinho de Hipona, santo da Igreja)


Quando a gente perdia algum objeto, Maria rezava para São Longuinho. Em poucos minutos, a coisa – chave, carteira, relógio, anel, dinheiro – era encontrada. Maria dava três pulos e três gritos: “Obrigado, São Longuinho! Obrigado, São Longuinho! Obrigado, São Longuinho!”
Resolvi pesquisar sobre São Longuinho. Segundo as mais remotas fontes cristãs, era um militar romano que teria presenciado a crucificação. Com sua lança, ele feriu Jesus embaixo do peito. Do ferimento, saíram água e sangue. Os líquidos espirraram nos olhos do agressor, que se curou de uma grave enfermidade ocular e ali mesmo, aos pés da cruz, testemunhou a divindade de Cristo. Ou seja, Longuinho (ou Longino, cujo nome em grego significa “a lança”) seria o primeiro a ver o que os outros ainda não vêem – daí a sua capacidade de encontrar as coisas perdidas.
Quando alguém se engasgava, Maria batia nas costas da pessoa e invocava: “São Brás!” A tradição diz que São Brás, ao ser levado para o martírio, encontrou na beira da estrada um menino com uma espinha de peixe na garganta. Ele colocou as mãos na garganta do menino e o salvou.
Médico e bispo da igreja, perseguido pelos romanos, Brás certa vez refugiou-se numa caverna, onde os animais selvagens não o atacavam.
Por falar em animais, quando algum cachorro bravo chegava perto e a gente ficava com medo, Maria dizia: “Ai, meu São Roque”. Padroeiro dos inválidos e dos cirurgiões, Roque destacou-se ao tratar doentes da peste negra (por volta do ano de 1348). Quando contraiu a doença, refugiou-se nas montanhas para não contaminar ninguém. Só não morreu de fome porque um cão selvagem o alimentou. Roque se dava bem com animais: daí a invocação de Maria nos momentos de cachorro bravo.
E se as causas eram urgentes ou mesmo impossíveis, Maria chamava Santo Expedito. Esse era um militar corajoso, chefe da 12a Legião Romana, conhecida como A Fulminante. Seu ardor e generosidade eram capazes de resolver os problemas mais difíceis. Quando Expedito iria se batizar, o demônio apareceu na forma de um corvo e gritou: “Crás!” (em latim, “Amanhã!”). Expedito o afastou respondendo: “Hodie!” (“Hoje!”)
Tomás, filho do meu querido amigo Ranulfo Pedreiro, nasceu no domingo, dia 22 de junho – Dia de São Tomás More. O nome foi escolhido por um feliz acaso. Outro santo xará, Tomás de Aquino, era filho de Landulfo. Conta-se que Tomás de Aquino tinha cinco anos de idade quando viu um grupo de monges rezando. Perguntou a eles: “Quem é Deus?”
Tomás passou a vida inteira respondendo a essa questão. E o assunto não terminou até hoje.
Amanhã? Não: Hoje!

Comments

1 comment

tesco [desloguilson] wrote:

Ter fé é muito importante em todas as ramificações da vida. Eu, por exemplo, nunca vi um átomo, muito menos um elétron, quark é quase inimaginável, mas tenho fé. Talvez eu seja muito crédulo, mas acredito em bula de medicamentos. Abraço.
Monday 30 June 12:38

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