Dentro desta esfera, onde me reflito como que através de um espelho, há uma outra esfera, e dentro desta esfera há outra ainda menor. Depois, sucessivamente, há esferas sempre menores, contidas nas anteriores. A última delas está reduzida à bilionésima parte de um elétron. Aí mora a minha morte.
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Meu coração está dentro de um corpo. Ambos, o coração e o corpo, são esferas distorcidas pela ação do tempo. Vivem sob a superfície da Terra, que por sua vez habita a esfera do sistema solar. O Sol é apenas uma estrela-anã na espiral da galáxia, e esta um dia também foi uma esfera. A galáxia está mergulhada na esfera do universo. O universo está contido na esfera de Deus. E dali partirá o anjo da minha morte, cujo nome não sei.
Publicado em 29 de maio de 2008 às 18:37 por briguet