Baratas são eternas.
Mesmo esmigalhadas,
voltam a mover as pernas.
Safado bicho eterno.
Depois da bomba H,
se safa do inverno.
Baratas saem caro.
Libertas do chinelo,
são teletransportadas
pro mundo paralelo.
Sombrias, voadoras,
nojentas e ingratas,
ninguém no mundo sabe
a língua das baratas.
Barata, bicho raro.
Que, do inseticida,
veneno tão amaro,
evade-se com vida.
– Uma barata! Uma barata!
(Gritou, estupefata.)
Publicado em 27 de maio de 2008 às 14:09 por briguet
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