Archive for November of 2007
Dá-lhe, Bentão!
November 30, 2007Novamente Bento XVI vem a público para dizer verdades que deveriam ser auto-evidentes, mas, nas atuais circunstâncias, precisam ser repetidas.
Em sua nova encíclica, o papa vai na contramão dos modismos ateístas. Sim, o cacarejar dos ateus parece novidade, mas não é. Desde o final do século 19, a morte de Deus é anunciada de 5 em 5 anos - e sempre desmentida. Ultimamente, espertalhões como Richard Dawkins e Cristopher Hitchens decidiram embarcar nesse lucrativo besteirol.
O papa refresca a memória da humanidade ao dizer o óbvio: o mais sanguinário experimento social de todos os tempos – o comunismo, 100 milhões de mortos – era abertamente ateísta. E faz a conexão entre a carnificina e o materialismo (especialmente o "dialético").
Santo Agostinho tem uma bela passagem, nas Confissões, em que define os sete pecados capitais como tentativas canhestras de imitar o poder de Deus. Foi exatamente o que nazi-fascismo e comunismo fizeram. Ao tentarem criar o Novo Homem, produziram uma vergonhosa montanha de cadáveres. Montanha que Chávez e Evo pretendem aumentar aqui no continente “bolivariano”.
E a turba ainda fala mal do homem por conta de camisinha e movimento gay...
A dercygonçalvização dos velhos
November 29, 2007
Eu aqui, no final das minhas férias, navegando por sites jornalísticos e outros nem tanto; procurando não atrapalhar o bom funcionamento da minha própria casa; telefonando para uns e outros (o homem da TV por assinatura ainda não veio); lendo devagarzinho as memórias de Roberto Campos (peguei o primeiro volume ontem, na biblioteca, 750 páginas, e é só o primeiro, vai vendo) – me vi pensando numa triste realidade de nossa época: a dercygonçalvização dos velhos.
Quando a Dercy Gonçalves começou a ficar velha, eu era criança. Começo dos anos 80. Ela aparecia nos programas de TV, falava palavrão e contava piadas sujas. Como a véia dava ibope – o ser humano tem uma inexplicável atração pelo bizarro –, foram dando corda. Pediram pra ela mostrar os peitos e ela mostrou. O resultado aí está: aos 100 anos, Dercy continua fazendo cenas intensamente constrangedoras e não aparece uma boa alma para chamá-la a um canto e dizer-lhe no aparelho auditivo Telex: “Menos, tia, menos”.
Agora, temos a Hebe Camargo. Que ela sempre foi chegada a dizer uma bobagem, todos sabemos. Mas de tempos pra cá piorou sobremaneira, fazendo coisas como cantar o Roberto Carlos em público e beijar os peitos da Preta Gil. Será que a véia não tem um conselheiro, um amigo, um fã que lhe mostre o ridículo da situação? Nada disso. Os parasitas fazem exatamente o contrário: dão corda.
Situação parecida – e lamentável – vive Ariano Suassuna, transformado em defensor incondicional do governo Lula. Obviamente gagá, Ariano é usado como velho-propaganda dos abutres petistas. Há mais de dez anos não escreve nada digno de nota; foi – é – vítima da dercygonçalvização política. Tive a triste ocasião de confirmar isso durante uma entrevista coletiva, no ano passado.
Mesmo a Hebe Camargo, acredito eu, tem direito a envelhecer com dignidade. Por isso eu peço: parem de dar corda nos velhinhos! Eu gostaria de viver num mundo em que todos envelhecessem como Thomaz D’Amico, Adélia Prado e Saul Bellow.
******
(Daí tive um pensamento assustador: imagine quando a Regina Casé e o Samuel Rosa ficarem velhos...)
Quando a Dercy Gonçalves começou a ficar velha, eu era criança. Começo dos anos 80. Ela aparecia nos programas de TV, falava palavrão e contava piadas sujas. Como a véia dava ibope – o ser humano tem uma inexplicável atração pelo bizarro –, foram dando corda. Pediram pra ela mostrar os peitos e ela mostrou. O resultado aí está: aos 100 anos, Dercy continua fazendo cenas intensamente constrangedoras e não aparece uma boa alma para chamá-la a um canto e dizer-lhe no aparelho auditivo Telex: “Menos, tia, menos”.
Agora, temos a Hebe Camargo. Que ela sempre foi chegada a dizer uma bobagem, todos sabemos. Mas de tempos pra cá piorou sobremaneira, fazendo coisas como cantar o Roberto Carlos em público e beijar os peitos da Preta Gil. Será que a véia não tem um conselheiro, um amigo, um fã que lhe mostre o ridículo da situação? Nada disso. Os parasitas fazem exatamente o contrário: dão corda.
Situação parecida – e lamentável – vive Ariano Suassuna, transformado em defensor incondicional do governo Lula. Obviamente gagá, Ariano é usado como velho-propaganda dos abutres petistas. Há mais de dez anos não escreve nada digno de nota; foi – é – vítima da dercygonçalvização política. Tive a triste ocasião de confirmar isso durante uma entrevista coletiva, no ano passado.
Mesmo a Hebe Camargo, acredito eu, tem direito a envelhecer com dignidade. Por isso eu peço: parem de dar corda nos velhinhos! Eu gostaria de viver num mundo em que todos envelhecessem como Thomaz D’Amico, Adélia Prado e Saul Bellow.
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(Daí tive um pensamento assustador: imagine quando a Regina Casé e o Samuel Rosa ficarem velhos...)
Isto é o Inferno
November 29, 2007
Dantesco.
E quem gostar...
November 28, 2007
...pode levar pra casa!
Lada. Um carro de Niva. E viva a economia planificada!
Uma visita de Roberto Campos
November 27, 2007
Hoje sonhei com Roberto Campos (1917-2001). Economista, diplomata, professor, político, escritor. Um gênio brasileiro.
No sonho, disse a ele:
– Professor, que bom vê-lo por aqui. Quero pedir desculpas.
– Ora, meu filho, desculpas por quê? Todos nós temos veleidades esquerdistas na juventude. O socialismo é uma doença que incomoda, mas passa. Como a gonorréia.
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Foi um sonho rápido. Trocamos idéias sobre Milton Friedman; lembro-me de ter elogiado o estilo claro e conciso do economista de Chicago.
– Friedman usava linguagem de gente para falar de economia...
– Em geral, os economistas usam economês para enganar a gente – arrematou ele.
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Depois desse breve encontro onírico, decidi reler alguns artigos de Roberto Campos.
Deliciei-me com o sabão em Marco Aurélio Garcia (sim, o atual ministro top top de Lula; está no Youtube). Morri de dar risada quando ele classifica a chapa Lula-Brizola, em 1998, de “aliança do analfabetismo com o obsoletismo”. E admirei suas frases:
“O Brasil nunca foi capitalista.”
“A esquerda não esteve no poder até hoje [1998], mas fez o possível para atrapalhar.”
“Estamos voltando a Arthur Bernardes, passando do neolítico para o paleolítico.” [Sobre as críticas à privatização da Vale do Rio Doce.]
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O último artigo do mestre Roberto Campos, salvo engano, é de fevereiro de 2000; fala de um assunto bastante atual: “As armadilhas da semântica”.
Eis um trecho:
Uma ilustração recente tem pegado por aí muita gente distraída. Temos ouvido muito a expressão "excluídos" para designar grupos de pessoas de baixa renda ou supostamente marginalizadas. Há palavras apropriadas para as situações concretas: "pobre", "analfabeto", "doente", "desempregado", "drogado", por exemplo, designam situações em que determinadas pessoas objetivamente se encontram num dado momento. No resto da sociedade, espíritos decentes certamente sentirão um dever de solidariedade e, sem dúvida, pensarão no que possa ser feito para mudar esse estado de coisas.
A exclusão, no entanto, supõe uma ação deliberada contra o excluído, no caso, essa gente pobre, desempregada etc. Portanto subentende que alguém impeça à força que ela tenha acesso a bens que todos desejam. O "excludente" passa a ser indiciado como "culpado" por essa situação penosa.
Essa generalização é safada, porque sub-repticiamente legitima todas as demandas de supostos "excluídos", à custa dos demais. Houve políticas deliberadas (e criminosas) de exclusão, como a nazista, contra os não-arianos, e a comunista, contra os não-proletários.
Mas há formas de "exclusão" legítimas e até indispensáveis à existência do indivíduo e da espécie. Os países costumam fechar suas fronteiras para não serem atropelados por massas de imigrantes deslocados de outras paragens. O abuso da palavra "excluído" é particularmente frequente nas conferências internacionais. Muitos países se queixam de serem "excluídos" pela globalização, pela revolução tecnológica ou pelo liberal-capitalismo. Ao mesmo tempo praticam um nacionalismo excludente, que hostiliza capitais estrangeiros, supridores de poupança e tecnologia. Ou se impõem automutilação tecnológica, como o Brasil, com sua política de nacionalismo informático. Para não falar de países recipientes de ajuda externa, que gastam dinheiro em armamentos ou guerras tribais.
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Em tempos de Lula, Chávez e ONGs politicamente corretas, as palavras de Roberto Campos soam proféticas.
Muito obrigado pela visita, professor.
O mistério do Niva
November 27, 2007
Se necessário fosse provar a superioridade do capitalismo sobre o comunismo, não haveria melhor exemplo do que o Lada. Para quem não se lembra, é o carro soviético que começou a ser produzido em 1966 e chegou ao Brasil nos anos 90, graças a Collor e à Perestroika.
Não é preciso ser especialista em automóveis – algo que evidentemente não sou – para saber que o Lada é o pior carro de todos os tempos (talvez em companhia do Fiat 147 azul que o meu amigo Marcelo dirigia para lá e para cá na época da faculdade). A feiúra do Lada é quase comparável à das masmorras da Lubianka (prisão stalinista admirada pelos camaradinhas do PCdoB).
O Lada é um carro vitalício. Se o caboclo caiu na besteira de comprá-lo, nunca mais conseguirá vendê-lo. Arrumar uma peça para o dito cujo deve ser uma tarefa irrealizável pelo próprio Ulisses.
Mas o Lada não veio sozinho. Um jipe também foi criado pelos soviéticos: trata-se do Niva Lada. Tão feio quanto o irmão, porém mais alto e bruto. Imagine uma Variant projetada para rally. Imaginou? É o Niva Lada.
Mudamos para o novo apartamento há duas semanas e já convivemos com um mistério. Há um Niva Lada estacionado quase à portaria do prédio – e ninguém o tira de lá. Na certa, foi abandonado pelo dono.
O Niva prejudica seriamente a visibilidade de quem sai do prédio pela garagem; folhas, galhos e sujeiras de todo tipo se acumulam nas quatro rodas do jipe soviético.
Niva Lada. Não há melhor símbolo do comunismo; embora ineficiente e desastroso, continua atrapalhando a vida da gente. Vide Chávez, Evo, Lula e outras aberrações. São os Ladas da política. Dirigem suas Land Rovers e querem transformar a humanidade em sucata ideológica.
Mas continua o mistério: de quem será o Niva? Cartas para a Redação.
Imagens do Tio Briguet
November 26, 2007A alegria de um tiozinho iniciante.
As pequenas mãos de Liz Briguet Yafushi.
(Fotos: Rosângela Vale)
E vem mais por aí! Casamento incluído!
Relatório sentimental do Tio Briguet
November 25, 2007
Há uns cinco anos fui almoçar no centro da cidade e vi um bebê no restaurante. Era uma linda menina japonesa; não tinha mais de seis meses. Careca, rechonchuda, cabeça redonda. A mãozinha mais delicada deste mundo. O rosto, minúsculo, parecia esculpido pessoalmente por Deus.
Durante alguns instantes contemplei a japonesinha e senti um amor incondicional, absoluto, inexplicável por aquela criança. Com dificuldade reprimi o impulso de ir até ela e tomá-la nos braços; os pais não entenderiam.
Eu não sabia, mas aquela situação no restaurante já era um prenúncio do amor que eu sentiria por minha sobrinha. Liz Briguet Yafushi nasceu em 10 de novembro, algumas horas depois do meu casamento com Rosângela. Minha irmã, Fernanda, e meu cunhado, Roger, naturalmente não puderam ir à cerimônia e à festa em Londrina. Ficaram em Bauru, pois Liz já dava mostras de querer nascer.
Do dia 10 para cá, tive que refrear meus impulsos de largar tudo e vir para Bauru conhecer Liz. Havia antes a lua-de-mel e uma série de compromissos de recém-casado. No navio, durante a lua-de-mel, eu disse à Rosângela: “É possível a gente ter saudade de alguém que não conhece?” Sim, é possível. É um sentimento análogo à “saudade do Céu”, a que Camões se refere em “Sôbolos rios que vão” (poema que eu tive ocasião de ler no enterro do amigo e poeta Thomaz D'Amico, no dia 7, a pedido da família D'Amico).
Ontem conheci a Liz. É a coisa mais bonita do mundo. Tem a boca da mãe e os olhos puxados do pai. Pessoalmente esculpidos por Deus.
O que me surpreende nos bebês humanos é a total dependência. Eles não fazem nada sozinhos – além de mamar, chorar, cocô e xixi. Já vi o parto de uma égua, num desses documentários do National Geographic, e me surpreendeu a destreza do filhote, que já sai do ventre andando (dizem que o cavalo só se deita para morrer). Mesmo os filhotes de cachorro e gato, embora não tenham a mesma agilidade dos adultos, sabem andar e têm chances de sobreviver se forem bruscamente abandonados à natureza. O filhote do homem, não. A sobrevivência de um bebê é um fenômeno exclusivo do amor. Até uma idade mais ou menos avançada, ele precisa de amor 24 horas por dia para aprender a caminhar sobre duas pernas. E, mesmo depois de assumir a condição bípede, de animal que contempla o horizonte, o ser humano continuará mantendo essa necessidade perpétua de amor, necessidade que eu e Rosângela celebramos um dia antes do nascimento de Liz.
E, como profissional do trocadilho, este post assumidamente sentimental termina com a declaração de que estou muito, muito feliz.
Um abraço a todos.
Bauru, 25 de novembro de 2007, casa dos meus pais.
Durante alguns instantes contemplei a japonesinha e senti um amor incondicional, absoluto, inexplicável por aquela criança. Com dificuldade reprimi o impulso de ir até ela e tomá-la nos braços; os pais não entenderiam.
Eu não sabia, mas aquela situação no restaurante já era um prenúncio do amor que eu sentiria por minha sobrinha. Liz Briguet Yafushi nasceu em 10 de novembro, algumas horas depois do meu casamento com Rosângela. Minha irmã, Fernanda, e meu cunhado, Roger, naturalmente não puderam ir à cerimônia e à festa em Londrina. Ficaram em Bauru, pois Liz já dava mostras de querer nascer.
Do dia 10 para cá, tive que refrear meus impulsos de largar tudo e vir para Bauru conhecer Liz. Havia antes a lua-de-mel e uma série de compromissos de recém-casado. No navio, durante a lua-de-mel, eu disse à Rosângela: “É possível a gente ter saudade de alguém que não conhece?” Sim, é possível. É um sentimento análogo à “saudade do Céu”, a que Camões se refere em “Sôbolos rios que vão” (poema que eu tive ocasião de ler no enterro do amigo e poeta Thomaz D'Amico, no dia 7, a pedido da família D'Amico).
Ontem conheci a Liz. É a coisa mais bonita do mundo. Tem a boca da mãe e os olhos puxados do pai. Pessoalmente esculpidos por Deus.
O que me surpreende nos bebês humanos é a total dependência. Eles não fazem nada sozinhos – além de mamar, chorar, cocô e xixi. Já vi o parto de uma égua, num desses documentários do National Geographic, e me surpreendeu a destreza do filhote, que já sai do ventre andando (dizem que o cavalo só se deita para morrer). Mesmo os filhotes de cachorro e gato, embora não tenham a mesma agilidade dos adultos, sabem andar e têm chances de sobreviver se forem bruscamente abandonados à natureza. O filhote do homem, não. A sobrevivência de um bebê é um fenômeno exclusivo do amor. Até uma idade mais ou menos avançada, ele precisa de amor 24 horas por dia para aprender a caminhar sobre duas pernas. E, mesmo depois de assumir a condição bípede, de animal que contempla o horizonte, o ser humano continuará mantendo essa necessidade perpétua de amor, necessidade que eu e Rosângela celebramos um dia antes do nascimento de Liz.
E, como profissional do trocadilho, este post assumidamente sentimental termina com a declaração de que estou muito, muito feliz.
Um abraço a todos.
Bauru, 25 de novembro de 2007, casa dos meus pais.
¿Por qué no te callas?
November 22, 2007
Sentiram falta do Sr. Briguet? Como é que o Brasil se comportou durante minha ausência? O capitalismo ainda tem alguma chance no país? Lula continua no poder? O consenso esquerdista permanece hegemônico aqui no Tipos?
Voltei, para o horror e o prazer de meus leitores contumazes. Agora, um homem casado. Mais respeito!
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Dias e meses têm nomes antigos. O nono mês é setembro; o décimo, outubro; depois, novembro e dezembro. (Pelo jeito, havia um tempo em que o ano só tinha dez meses.)
2008 vem aí (lá-lá-lá-lá-lá-lá); o ano começa com as duas caras de janeiro olhando eternamente uma para a outra.
Os dias da semana vendem o quê? Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira... (Moleque, eu gostava de dizer sábado-feira). De onde vem essa ânsia de mercadejar? Não temos, ao contrário dos anglo-saxônicos, um dia para o Sol e outro para a Lua. Os anéis de Saturno – o deus-tempo que devora os próprios filhos – passaram longe daqui.
Até quando iremos repetir a contagem, como se fôssemos cães ou galos de nós mesmos? Deus ouvirá nossos cantos, preces, latidos? Até quando daremos nomes inexplicáveis ao mundo? Até quando faremos acompanhar os nomes do mundo ao mundo dos nomes?
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Sobre o rei da Espanha, Juan Carlos, algumas observações.
É respeitadíssimo pelos súditos. Amado, eu diria. Graças à firmeza do monarca, a Espanha passou por uma transição pacífica do franquismo à democracia, nos anos 70.
Quando houve os atentados a bomba em estações de trem espanholas, Juan Carlos chorou nas homenagens às vítimas. Esse fato não passou despercebido pelos comentaristas europeus. Há uma tradição milenar de que reis não choram em público. Juan Carlos esqueceu o protocolo e mostrou o que sentia.
Além de não chorar, um rei tradicionalmente não perde a paciência em público. Exceto em caso de bombas. E vocês querem uma bomba pior do que esse ditadorzinho sem CPF da Venezuela?
Juan Carlos disse o que muitos já deveriam ter dito: ¿Por qué no te callas?
Virou meu ídolo.
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Em breve, fatos e fatos do meu casamento e lua-de-mel. O liberal mais empedernido da blogosfera mostra seu lado Caras.