Que chuva, hein? Quatro dias quase sem parar. Acho que só parou mesmo de cair água na hora em que minha irmã Maria Fernanda entrou no salão de festas para se casar com o Roger, em cerimônia budista.
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Maria Fernanda me disse que os budistas recomendam pensar em cinco qualidades de uma pessoa antes de falar sobre um defeito. Difícil, não? Mas ser cristão também tem dificuldades imensas. Ou alguém acha que é simples amar os inimigos e não julgar para não ser julgado?
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Eu era ateu e virei cristão; era comunista e virei liberal. Há quem reclame da mudança. Alguns me acusam de vira-casaca, traidor, lacaio do capitalismo. Na verdade, eu não acredito o sistema capitalista seja grande coisa, não. Como dizia Churchill, é só um sistema menos pior do que todos os outros.
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A gente não muda de idéia da noite para o dia. Às vezes, leva anos. Foi o meu caso. Um dos livros que me ajudaram a deixar o credo comunista foi “Auto-engano”, de Eduardo Giannetti. Há pouco o livro foi relançado. Vale a pena ler e reler.
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“Auto-engano” fala sobre as mentiras que contamos a nós mesmos. Algumas são inocentes, como tentar enganar o despertador de manhã. Outras são necessárias, vitais. Mas há mentiras trágicas. O comunismo e o nazismo produziram milhões de cadáveres em nome de falsidades ideológicas.
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Enquanto chovia aqui no Brasil, do outro lado do mundo morria um gênio do capitalismo: Momofuku Ando, o inventor do macarrão instantâneo. Li a notícia no blog vaca.tipos.com.br.
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Ando é um herói para mim. Desconfio que, sem o macarrão miojo, eu teria morrido de inanição nos tempos de estudante. Miojo era a base da minha alimentação entre 1989 e 1992.
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No céu tem macarrão instantâneo? Não sei. Por via das dúvidas, vou comer um prato de miojo. Sabor frango.
(Crônica publicada no JL)
Publicado em 08 de janeiro de 2007 às 12:03 por briguet
que diferença não faz uma polêmica hein senhor briguet?!