Repórter das Coisas

Canção da mulher bêbada

Lá vai a mulherque vem.Lá vem a mulherque vai.Já não dizcoisa com coisa.E qualquer coisaelacai.No meioda tarde quente,atra-vessaa ave-ni-da.Colocainsanamenteem riscoa própriavida.Não seio que ela segue.Não seio que ela quer.Só seique o ventoa leva,e de panosão seus pés.Lá vai a mulherque bebebem antesdo meio-dia.E à tardese percebeem totalmelancolia.Lá vai a moçajá velhaque uma vezera menina.De Hamlet,a Ofélia;do copo,a heroína.Lá vai a mulherque dançana pistado solo plano.Caminhaqual a criançaartistade ter um ano.Lá vem a mulherque vai.Lá vai a mulherque vem.Amparadapor um Paiao qualnem sequerdiz amém.

Publicado em 18 de dezembro de 2006 às 16:54 por briguet

Comentários

    • "Amparada
      por um Pai
      ao qual
      nem sequer
      diz amém." profundo!
    • por kenji
    • 19.Dez.2006 às 11:14 - Permalink - Reportar
    kenji
    • Você já reparou no bêbado atravessando a rua? É algo fantástico. Fico torcendo para que consiga chegar ao outro lado e não é que sempre consegue? Sempre acreditei que os bêbados devam ter algum santo protetor.
    • por Mirian
    • 19.Dez.2006 às 15:11 - Permalink - Reportar
    Mirian
  1. ¬¬
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"Não contavam com minha astúúúcia!"
(Milton Friedman with lasers)

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