Archive for December of 2006
Para sempre
December 29, 2006Noturno
December 29, 2006Vocês já devem saber, eu sou uma das pessoas que ficam acordadas à noite. Às vezes não janto; às vezes não durmo sequer por um instante; às vezes minha cama é um campo de batalha de mim contra mim mesmo. E o medo é tão grande, tão grande.
Eu sou um daqueles animais que não dormem à noite, morcego e verme, planária e rocha, feto e mosca. Sou feito da terra de que me alimento. Como a terra; a terra sou. Uma das pessoas que ficam acordadas à noite, os olhos fixos no vazio. Dispersão e dúvida, absurdo e carnaval. As encruzilhadas, as temíveis encruzilhadas.
Eu sou a própria noite, um filho gerado na minha própria coxa. Ofereço meu fígado aos deuses improváveis da noite. Deito-me com as valquírias. Solicito a noite. Embargo a noite. Cevo a noite. Vocês já devem saber, eu sou uma das pessoas que ficam acordadas à noite.
Briguette Press
December 27, 2006Abolição do tempo
December 26, 2006Que o teu coração não pára
December 23, 2006Crítica construtiva
December 22, 2006Hoje recebi o seguinte e-mail de um leitor:
Prezado Paulo,
achei sofrível essa sua última crônica de hoje,(22/12) parece mais uma carta de criança pro Papai Noel. Sinceramente eu não sei se o Sr. acha que escreve bem ou se realmente não faz esforço nenhum pra escrever como um cronista de verdade, como o Arnaldo Jabor. Ja faz um tempo que tenho lido oq o Sr. escreve com alguma esperança de ver uma melhora na qualidade do texto, mas depois de hoje, perdi esta esperança se foi.
Respeitável público
December 22, 2006Éramos três palestrantes naquele dia em Porto Alegre. Pelo sistema de som da Feira do Livro, anunciaram a nossa presença.
Mas ninguém apareceu. Quer dizer, apareceram três heróis. Jamais vou esquecê-los. Uma garota de óculos, com jeito de estudante de comunicação esquerdista (mas toda estudante de comunicação é esquerdista...); uma senhora baixinha com roupa boliviana; e um careca com panca de professor universitário da área de humanas (geografia, sociologia, antropologia, sei lá).
Já que os palestrantes e o público estavam em número igual, comecei a falar. Na minha terceira frase (eu explicava o que é ser um caipira da cidade), a eleitora do Evo Morales levantou-se e fez um gesto de desprezo, abandonando a sala com passos de couro pesado. O professor cofiou a barba. A estudante esquerdista bocejou. Agora estávamos em maioria.
Conversas no banheiro da firma
December 21, 2006– Ô, Munhoz, cê viu que o marido da Suzana Vieira foi preso no motel?
– Esse caboclo aê tem algum problema, Nogueira. Já foi internado durante a lua-de-mel.
– Agora, vem cá, Munhoz : você encarava a Suzana Vieira?
– Tranqüilamente.
– E você aí, Freitas, encarava a Suzana Vieira?
– Sem problemas.
– Pensa bem, Freitas. Depois ela vai dar entrevista no Faustão... É puxado.
– Repito: sem problemas. De cara limpa. O Faustão que se foda.
*****
– E você, Nogueira, encarava a Luma de Oliveira?
– Que pergunta, Faria! Não vou nem responder. Não suporto obviedade. E vamo parar com esse papo que meu serviço tá atrasado.
Saudades do Vivi
December 20, 2006Vivi era meu melhor amigo. Não sei por que tinha esse nome (nada a ver com nossa querida Vivi, escritora de primeiro time aqui do Tipos, que naquela época ainda não era nascida). Talvez porque, ao apertar suas orelhas ou sua barriga, o cachorrinho de plástico emitisse um som de ar comprimido próximo a um assobio: “Vi-vi”. Digamos, então, que era um nome onomatopaico.
Outro dia me lembrei de Vivi, não sei por quê. Acho que é porque a Rosângela tem cachorro, e gosta muito de cachorro, e porque a Vivi também tem cachorra (aliás, duas), e gosta muito delas. Me lembrei de Vivi ao acordar. “Cadê o Vivi?”, perguntei às paredes, essas que têm ouvidos mas nunca falam.
Nosso apartamento era o número 11. Ficava em cima de uma lavanderia e em frente a um galpão, onde viviam gatos e pombas. Eu sei que os gatos são inimigos das pombas, mas eles viviam lá, e eu nunca vi as duas espécies em confronto.
Durante o dia, era impossível ficar dentro do apartamento, por causa do barulho da lavanderia. Íamos para a casa da minha avó, na Rua Brigadeiro Galvão. Eu levava o Vivi. A casa de avó tinha porão, e nesse porão eu vi o primeiro rato ao vivo, e ele estava morto. Mostrei-o a Vivi, mas Vivi também era um ser inanimado, embora estivesse vivo, pelo menos para mim. Ele se limitou a pronunciar o comentário de sempre: “Vi-vi”.
Subi para a casa, deixando o rato lá no porão, morto para sempre, e coloquei Vivi em cima de uma mesa de fórmica que ficava ao final de um longo corredor. Fui até o final do corredor e saí correndo para pegar Vivi no pulo, mas me desequilibrei e bati a testa na ponta da mesa. Minha avó Maria ficou tão revoltada com o meu sofrimento que pegou uma serra e cortou a ponta da mesa. Poucas vezes vi um gesto de amor tão autêntico.
Hoje minha avó está morta; Vivi desapareceu não sei quando (talvez durante a nossa mudança para a Rua Victorino Carmilo).
O ano dessas memórias é 1974; pouco antes, houve a Crise do Petróleo. Apesar de me apresentar aos chatos como engenheiro químico, nada entendo de plásticos. Mas desconfio que o plástico de que era constituído Vivi era derivado do petróleo.
O combustível da memória é algo imponderável, que não pode ser medido aos barris; chega até nós durante um sábado de verão, por volta das 6 horas da manhã, e se apresenta como um brinquedo que diz: “Vi-vi, vi-vi, vi-vi”. Sinto saudades de Vivi, saudades da minha vó Maria, saudades de ter 4 anos e não entender nada sobre a morte.
Canção da mulher bêbada
December 18, 2006Lá vai a mulher
que vem.
Lá vem a mulher
que vai.
Já não diz
coisa com coisa.
E qualquer coisa
ela
cai.
No meio
da tarde quente,
atra-
vessa
a ave-
ni-
da.
Coloca
insanamente
em risco
a própria
vida.
Não sei
o que ela segue.
Não sei
o que ela quer.
Só sei
que o vento
a leva,
e de pano
são seus pés.
Lá vai a mulher
que bebe
bem antes
do meio-
dia.
E à tarde
se percebe
em total
melancolia.
Lá vai a moça
já velha
que uma vez
era menina.
De Hamlet,
a Ofélia;
do copo,
a heroína.
Lá vai a mulher
que dança
na pista
do solo plano.
Caminha
qual a criança
artista
de ter um ano.
Lá vem a mulher
que vai.
Lá vai a mulher
que vem.
Amparada
por um Pai
ao qual
nem sequer
diz amém.
Um poeta
December 18, 2006Nunca jamais ninguém
pôs fim à sangueira solta
desta Guerra de Cem Anos.
Nunca jamais ninguém
fez trégua ou rendição
nesta jornada enorme
de morrer enquanto vivo
de comer enquanto fome.
Falo mais alto aqui
pra lembrar a todos quantos
que um poeta agora morre.
No momento em que falo
ele fecha mais um verso
como quem arranca o talo
de um carneiro adverso.
Ar, respira ele pouco.
Terra, não pisa muita.
Água, lhe faz o corpo
onde o fogo inda se ajunta.
Nunca jamais ninguém
porá fim ao cancioneiro
que o poeta urdiu do nada.
Nem o mais fundo silêncio
terá poder o bastante
pra calar sua balada.
Nem o soluço da morte
vai repelir o solfejo
desta voz tanto mais forte.
Nem a mais bruta dor
elimina o benfazejo
da sua voz de tenor.
Nem o tampão da caixa
livrará de nós o mundo
onde ele inda se acha.
Nesta Guerra de Mil Anos
onde o poeta mora
ouviremos os cantos
da sua silente glória.
Nunca jamais ninguém
vai perder, por distraído,
a sua eterna hora.
Falo mais alto aqui
pra lembrar a todos santos
que um poeta morre agora.
Profissão: gêmeo
December 18, 2006Leio no UOL que Karina Bacchi foi flagrada aos beijos com o gêmeo Flávio. Antigamente, as pessoas tinham profissão. O sujeito era advogado, engenheiro, jornalista, comerciante, pedreiro, açougueiro, desenhista, leão-de-chácara, caminhoneiro, boxeador.
Agora, não. A profissão do capiau é gêmeo.
"O que você quer ser da vida, meu filho?"
"Quero ser não, mãe, eu já sou. Quando crescer eu quero dar uns pegas numa loira bem tosca."
E mais não digo.
22 maneiras de começar um belo conto
December 14, 20061. O vice-ouvidor Andrade concluiu, por a mais b, que estava sendo chifrado pelo mentecapto do Nogueira.
2. Certa manhã, ao acordar de uma ressaca de Kaiser, Alfredinho decidiu dar a bunda.
3. Seixas, terceiranista de Medicina, descobriu repentinamente que sua verdadeira vocação era o mototáxi.
4. Freitas, amigo do Tanga, depois de refletir por cinco horas e três minutos, avaliou que a palavra “menas” estava correta.
5. Armínia, amante do sexo oral e telefonista da Vivo, soltou um peido tã forte, mas tã forte, que contaminou todo Departamento de Prospecção de Clientes por sete meses, prorrogáveis por mais sete.
6. O filósofo Roquete, após um boquete, escreveu um artigo para a revista bimestral Diálogos e Debates, o Caralho, Sei Lá buscando comprovar que a merda era uma transição entre os reinos Animal e Mineral.
7. O pastor Gonçalves entrou no Fusca e tentou lembrar uma letra dos Bee Gees.
8. Oswaldo Li Saul Jerimum Cesarino Von Ramalho, vice-presidente da APM-CSPM (Associação de Pais e Mestres do Colégio Strogonoff da Periferia de Macau) notou que havia se transformado em um desenho da Pixar.
9. O sonho de Maicon era ser chefe de fase num game do Atari. River Raid, de preferência.
10. O sonho de Rosa Camélia era ter um pinto. (Não um pinto para ela, um pinto dela. Ah, esse povo também quer que explique tudo!)
11. Vivaldo apanhou tanto na infância que cresceu com três orelhas.
12. Péricles Mijão tinha tantas fantasias sexuais que abriu um inferninho na Síria.
13. O cavalo Faísca acreditava ser uma motoneta Agrale 1985.
14. Sorvetina Glande Coisa encasquetou de ser uma lixeira de pandemônio.
15. Laerte “Zsa Zsa Zsa Gabor” Seférides possuía um jipe - no sentido sexual. (Nota do editor: Em romeno e húngaro, zsa é cu. As pronúncias são diferentes. Na Romênia, é tizáá! ipi! xumbréu! Na Hungria, é xíyiiàrhiu.)
16. Desde o dia em que engoliu um travesseiro, Ronalda nunca mais foi a mesma.
17. Selena comeu Malena na sala de espera e desandou a cantar “Imagine”. Foi processada por Yoko Ono.
18. No bairro Sem-Dúvida, existe uma rua que só acaba em Hollywood. Além de cachorros tarados, é claro.
19. Samuel “Dee Dee Jackson” Beloborodov sagrou-se campeão de bola de gude por W.O.
20. Skank é um tipo de Bach interpretado com o pâncreas. Ou uma lingüiça de melancia.
21. Capitu? Puta, ic.
22. Ê, tendéu. Carro de puta é Corcel.
Atletas, artistas e a teta
December 13, 2006*****
Ontem recebi R$ 190 do Estado. Vou doá-los à Igreja Católica.
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Do ponto de vista cultural, Collor estava certíssimo.
Crônica dos corações perdidos
December 13, 2006
Acordo no meio da noite para escrever. Podem me chamar de louco. Meu plantão é de 24 horas. Não posso perder a idéia de uma crônica.
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Mesmo assim, perco muitas idéias e crônicas. Dizem que 70% do corpo humano é água; a maior parte da minha alma é feita de crônicas perdidas.
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Crônicas perdidas. Horas perdidas. Chances perdidas. Causas perdidas. Amigos perdidos. Amores perdidos. Aquela cena que você perde quando chega atrasado ao cinema – e nunca mais verá.
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Numa esquina da João Cândido, alguém pendurou um cartaz no tronco de uma velha árvore: “Cuidado, estou morrendo. Posso cair”. Dias depois, passei pelo mesmo lugar e a árvore não estava mais lá. Perdida para sempre como arvore, virou crônica.
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Numa casa de madeira da Rua da Lapa, havia um doberman de olhar melancólico e costelas à vista. Quando a gente passava pela calçada, ele latia. Uma placa: “Cuidado com o cão”. O cão não está mais lá. A placa continua. Quando passo pelo lugar, sempre acho que o doberman vai aparecer e latir pra mim. Mas ele nunca late.
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Do outro lado da Higienópolis, parado na esquina, um cego espera ajuda para atravessar a rua. Ninguém aparece. Ele fica ali; olha sem ver; ouve o concerto dos carros; espeta a bengala contra o nada.
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Também na Higienópolis, uma senhora pergunta:
– Onde fica a Sanepar?
Respondo que fica a duas quadras.
Ela limpa o suor da testa:
– Tô cansada de andar no sol.
E segue adiante, para pagar a conta de água atrasada.
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O dia segue implacavelmente – calor, luz, mais calor. Entrevisto um velho artista japonês. Ele recorda a infância passada na guerra: “Sofri, mas o meu coração ficou forte”.
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Ouço João Sebastião Bach. Segundo conta Otto Maria Carpeaux, as partituras dos Concertos de Brandenburgo foram encontradas décadas depois da morte de Bach, como papel de embrulho numa loja comercial. Se ninguém as tivesse encontrado, eu não estaria ouvindo esta música enquanto escrevo.
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Um homem dorme ao sol da Higienópolis, na calçada da Sanepar. Caiu de bêbado. Também ele perdeu crônicas para sempre. E amigos – horas – amores – tempo. Momentos depois, passo pelo mesmo lugar, e ele está deitado à sombra.
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Não há muita diferença entre nós e aquela árvore na esquina da João Cândido. Ela teve a placa; nós temos o coração, quando temos. E eu acho que a crônica se perdeu em alguma rua da cidade, numa noite em que ninguém acordou para escrever.
Que dureza
December 08, 2006Havia um texto aqui, mas se esvaiu.
A noite em que bebemos "Kaiser"
December 08, 2006Acho que era 1999 ou 2000. Sexta à noite. Saí para beber com os irmãos Rocha (Sílvia, Marcelo e Rafael). Só sei que caímos num churrasco em casa de desconhecidos (para mim). Adivinhem qual era a única cerveja disponível? Ela. Aquela mesmo. A maldita. A odiada. A temida. A intragável. Aquela que começa com K. A correspondente ao Skank no universo das cervejas. SÓ TINHA KAISER!
Havia uma explicação, que nos foi dada por Rafael Rocha: o dono da casa era representante da Kaiser em Londrina.
Aconteceu algo raro: perdi a paciência.
– Tanto lugar pra ir nesta cidade e você me traz numa festa do distribuidor da Kaiser, Rafael Rocha. Perfídia!
Enquanto debatíamos – de garganta seca –, alguém – acho que o Chicó – apareceu com a salvação da lavoura: uma caixa de Skol. Marcelão mal disfarçava sua expressão de alívio por trás do nariz cyranístico. Silvia quase chorou. Rafael chorou. De alegria.
Mas não pense que a minha prova é fáxil. Minha prova é “analise, discuta, elabore”. Para despistar os outros comensais, escondemos as garrafas de Skol num cantinho do freezer. A fim de não despertar suspeitas, arrancávamos os rótulos da Skol e por cima colocávamos os da Kaiser.
Então, naquela noite de sábado, bebemos “Kaiser”. É claro que eu jamais beberia Kaiser.
Coerência total
December 07, 2006Permitam-me dizer duas palavras à guisa de comentário político – apenas duas, mas irreprimíveis.
Nada mais coerente do que a absolvição do deputado José Janene, eleitor convicto de Lula e prócer do PP, base de apoio do governo petista.
Afinal, estamos no país que reelegeu etc. etc.
Reeleger Lula e cassar Janene seria uma contradição imperdoável.
Volto, agora, ao meu ostracismo auto-imposto.
E mais não digo porque todos sabem.
A mando do profeta
December 07, 2006Eu vim a mando do profeta,
mão me tomem por quem me enviou.
Sou apenas o que veio em nome
daquele que nem nome tem;
não se chama ou se anuncia.
Venho do profeta; nem poeta sou.
Não tenho pai, não tenho mãe,
não tenho irmão, nem mesmo
me concederam um cão.
Sou um carteiro sem mensagem
em viagem sem chegada,
sem partida, sem mapa,
sem horário, latitude, agenda,
diário, bússola, caminho
– viagem sem viagem.
Por que o profeta me enviou?
Nunca saberei, amigo.
Fiquei apenas a boiar no mundo,
à parte, anexo, decididamente mudo.
Eu vim a mando do profeta
que de mim se esqueceu.
Sem salmo, sem parábola,
sem profecia – só eu.
Soneto das redundâncias
December 06, 2006Todo detalhe é pequeno;
prefeitura, municipal.
Todo ambiente é meio;
todo assassino, brutal.
Todas as mães são únicas,
todo mar é salgado.
Todas as guerras, púnicas;
tudo o que foi, passado.
Todo sangue é do corpo;
toda nuvem, passageira.
Todo cadáver é morto;
todo hímen, de primeira.
Pra baixo se sobe pouco.
Há gravidez? Inteira.
Fãs de Yoko Ono, uni-vos!
December 06, 2006 
Sabe-se que é raro, para não dizer raríssimo, alguém presenciar enterro de anão, encontrar um burro morto, topar com uma cabeça de bacalhau ou encontrar um ex-gay.
Mas eis que um desafio mais alto se alevanta. Alguém aê, por algum acaso, já conheceu um fã da Yoko Ono?
Notem bem, eu não estou falando de John Lennon. Eu quero saber alguém que goste da referida japa. Que colecione fotos, discos e badulaques da madame.
Depois de Skank, emos, Kaiser, trufas, Dan Brown, Cytotec, Teste de Fidelidade do João Kleber, Pegadinhas do Mallandro e Nem Big Nem Brother – eu já não duvido mais de nada.
*****
Por falar em Kaiser. A Karina Bacchi é tão tonta que apareceu aos beijos com um cara num show em SP, acabando de vez com a história de que ela anda “namorando” o tal Baixinho. Para tentar esconder o fato de que Kaiser é cerveja de corno, agora arranjaram para o Baixinho... a Adriane Galhos Teus. Sempre há degraus. (E me disseram que o piercing da Karina Bacchi é cosdiloco.)
A pulguinha dançando iê-iê-iê (Sessão Desenterradas)
December 05, 2006Acho que só os paulistas vão dar risada, mas aí vai o jingle do D. D. Drin, que passava nos intervalos do Silvio Santos, com um desenho animado:
A pulguinha dançando iê-iê-iê
O pernilongo mordendo meu nenê
O dia inteiro a traça paaaassa a roerrrrrrrrr.
Nesta festa preciso por um fim
Vou chamar D. D. Drin, D. D. Drin...
E os passeios da barata pela casa vão ter fim
D.D. Drin? D. D. Drin!
D.D. Driiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiin!