O anarquismo é interessante como ponto de partida, não como ponto de chegada. A eliminação completa do Estado não passa de uma impossibilidade lógica, mas, desde que seja mantida no foco, e não distorcida (como fizeram os comunistas), pode se tornar uma excelente prolifaxia contra o poder político. É mais ou menos como disse Oscar Wilde: “O homem deve acreditar no impossível, jamais no improvável”.
Falando sério: anarquismo é coisa de adolescente. Um anarquista com mais de 30 anos parece cantor de heavy metal enrugado. O liberalismo, pelo contrário, envelhece bem. Combina com Bach e Haendel.
Isso porque o liberalismo é muito mais amplo e consistente que o anarquismo. Um liberal prevê e respeita o império da lei, e sabe que alguma forma de Estado sempre vai existir. Um liberal sabe que o homem é homem e animal, e procura canalizar as pulsões animais em prol do desenvolvimento humano. É difícil? É. Dá para ir tentando? A gente tenta sem dar, mesmo.
Em períodos conturbados da história, a anarquia é sinônimo de sofrimento humano. Por exemplo: se o governo de São Paulo deixa de existir, o PCC toma o poder. Se Churchill não fortalecesse o governo e o exército britânico, Hitler dominaria a Europa, e talvez o mundo.
Mas, fé em Deus. Ao fim de todo imbróglio –quando Lulas, Castros, Morales e Chávez não forem mais que um rodapé na história –, a única razão de existência do Estado será garantir a liberdade dos indivíduos. O ideal de governo será aquele cuja existência nem sequer é lembrada (como um bom juiz de futebol). E lembraremos destes estúpidos governantes de hoje como nos lembramos de Araken O Showman ou Alf o E.Teimoso.
E mais não digo.
Publicado em 29 de maio de 2006 às 16:45 por briguet
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Sobre o seu comentário político, tomara que a população brasileira amadureça a cada eleição. Um pouco utópico, mas é como o mito da verdade no jornalismo. A gente sabe que nunca vai ser possível, mas procura se aproximar da melhor maneira possível dela.