Hoje é um dia especial para as meninas, e para os meninos também. Se o Dia da Mulher não fosse uma data besta, por ociosa, deveria ser comemorado em 23 de maio. Há 100 anos, exatamente 100 anos, morria o grande, inigualável dramaturgo norueguês
Henrik Ibsen. Deixou-nos a maior (e provavelmente a única boa) peça feminista de todos os tempos: “Casa de bonecas”. Tudo que veio depois foi queima de sutiã, em comparação com a tragédia de Ibsen. Se vocês meninas, não leram, corram para as bibliotecas. Os vagabundos, idem. Também há “Solness, o construtor” (que vi com Paulo Autran, em São Paulo, há... 18 anos), “Os espectros” e “Um inimigo do povo”. Desta, uma obra-prima da revolta individual contra o Estado e o status, fica para sempre a frase do Dr. Stockmann: “O homem mais forte é o mais só”. A frase que me livrou definitivamente do esquerdismo. O barbudo era foda.
E quem me dera fosse o dia das mulheres...