Ontem, Quinta Sem-Lei, naturalmente. Eis que dirijo-me ao WC do Bar Brasil para fazer o inequívoco uso do mictório. Olho para o meu lado direito, e o que vejo?
Um monte de bosta.
Desculpem, garotas, mas é isso mesmo. Alguém teve a ousadia, a pachorra, a desfaçatez de cagar no mictório do Bar Brasil.
Fico imaginando como é que o cara conseguiu obrar naquele banheiro superlotado. Um capiau deve ter ficado na porta da toilete, evitando a entrada de terceiros, enquanto o artista abaixava as calças e mandava brasa. Bosta, quero dizer.
Cult que só eu, lembrei-me de um trecho de “Trópico de Câncer”, de Henry Miller, em que um indiano, pouco afeito a melhoramentos sanitários, defeca no bidê de um prostíbulo parisiense.
Eu morro e não vejo tudo.
E mais não digo porque não precisa.
Publicado em 12 de maio de 2006 às 10:09 por briguet