Segundona. Abro minha caixa de entrada e lá está a mensagem:
ola sr paulo, realmente a sua opiniao e muito importante para mim, quando quer mesmo me conhecer?eu posso quebrar alguns cds do SKANK, tenho alguns sobrando espalhados pela casa mas eu vou quebrar na sua cabeca.
Vamos combinar: há formas mais dignas de ser agredido, não? Cedezada do Skank? É brincadeira...
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É claro – é claro! – que eu esqueci o único aniversário que eu não poderia esquecer (junto com a da minha chefia, bem entendido). Falo do aniversário da jornalista, noiva e melhor amiga do mundo Janaína Ávila, comemorado... lamentavelmente comemorado... ONTEM! E eu não fui digno de ligar, mandar um e-mail ou mesmo recorrer a um daqueles cartões eletrônicos. Tenho perdão?
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Confesso: bebo, chego em casa e, em vez de dormir, ligo o computador e mando mensagens pouco amistosas para sites de jornalismo, geralmente de faculdades de jornalismo. Mando mensagens - E ASSINO. Eu sou uma besta.
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Quando bebo, fico meio polêmico.
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Ah: outro dia encontrei um rapaz, que parecia gente boa, distribuindo jornal do PSOL (esse nome me parece mais adequado a produtos de limpeza). Eu disse a ele, polidamente, que já fui trotskista, mas larguei dessa vida, hoje sou liberal e vou votar no Alckmin, não porque acredite nele, mas porque é o único candidato em condições de vencer o Barba, no momento. (A única forma decente de votar em alguém é passar para a oposição no dia da posse.) Não quis entrar naquela questão do terrorista italiano foragido no Brasil, condenado a 30 anos de prisão por matar duas crianças, e que o PSOL abriga entre seus quadros teóricos.
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Ninguém perguntou, minha opinião não contará nada, mas vou dizer, pronto e acabou: na polêmica entre Franklin Martins e Diogo Mainardi, o Mainardi está certo.
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E mais não digo porque tenho vergonha. Alheia e própria.
Publicado em 24 de abril de 2006 às 09:32 por briguet