A cachorra estava latindo muito, e deixou o ex-policial irritado. Ele pegou uma arma, foi até a cachorra e lhe deu um tiro na cabeça. Um vizinho comentou que aquilo era absurdo:
– Deus me livre! O tiro podia ter acertado alguém.
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Há dois museus em Londrina: o histórico e o de arte. Ficam de frente um para o outro. O histórico já foi estação de trem; o de artes já foi rodoviária. Entre os dois museus, há uma praça, e essa praça é o terceiro museu. Ali podem ser encontradas as putas velhas de Londrina; as damas feias da Rocha Pombo.
Que compaixão me inspiram as putas da Rocha Pombo! Quanto cobram? Onde deitam? Quando alguém passa por lá, elas gritam, gordas e maltrapilhas, dos bancos da praça, a título de marketing: “E aí, quer namorar?”
Qual é o santo protetor das putas feias da Rocha Pombo? Onde o anjo da guarda?
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Todo político tem sua tropa de choque. Collor tinha Roberto Jefferson; FHC teve José Roberto Arruda; Lula tem Ideli Salvatti. Poucas coisas me irritam mais que o sotaque daquela mulher.
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Chovia. E a garota de programa chupava um picolé amarelo na esquina da Avenida José de Alencar.
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Stálin tinha um modo bastante eficiente de medir a fidelidade de seus acólitos. Mandava prender a esposa ou um parente deles. E dava a notícia pessoalmente, prestando atenção para ver se o subordinado vacilava. Quando Kaganovich (é esse o nome, mesmo) soube que o irmão Mikhail seria preso, disse apenas a Stálin:
– Espero que a lei seja cumprida.
Mikhail não esperou ser preso. Matou-se. Kaganovich viveu até 1990 (vaso ruim não quebra). Morreu stalinista.
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Quando pequeno, eu queria ser astronauta. Mas não com as despesas pagas pelo Lula. Aliauses, na época, o Lula era sindicalista.
Publicado em 11 de abril de 2006 às 16:03 por briguet
Eu nunca quis ser astronauta. Acho muito mais legal ser cosmonauta, como dizem os russos.