Repórter das Coisas

Sou de direita, mesmo. E daí?

Amigos, precisamos perder o medo da direita. Não da direita corrupta (Maluf) ou sanguinária (Pinochet), que essas são abomináveis, mas da direita que está ligada ao liberalismo econômico e filosófico. Ser liberal, hoje em dia, é muito mais revolucionário do que ser esquerdista. Da esquerda, votar em quem? Em Lula, esse monstro corrupto defendido pela ridícula Ideli Salvatti? Em Heloísa Helena, essa desequilibrada cujo partido abriga um terrorista italiano que matou duas crianças num atentado nos anos 70? É preciso perder o medo da direita, mesmo porque a direita ainda pode endireitar o país. O capitalismo é um sistema revolucionário – não fui eu quem disse, foi Marx. O comunismo, idealizado pelo mesmo Marx, matou muito mais gente – 100 milhões – do que o sistema que pretendeu superar. E tenho dito. Mais não digo porque odeio política.

*****

Mas é claro: Chaves é de direita!

Publicado em 05 de abril de 2006 às 22:12 por briguet

Comentários

    • Briguet!
      vou repetir a frase de ontem
      “Não confie em ninguém com mais de trinta”
      um dia camarada briguet ,espero que se arrependa de ficar como diz a musica do raul “com a boca escacaranda cheia de dentes esperando a morte chegar”
      perde-se o sonho torna-se classe média e mais um pouco esta indo ao catuai com a esposa e filhos passearem feitos zumbis na cidade de cristal.
    • por juuuu
    • 05.Abr.2006 às 23:12 - Permalink - Reportar
    juuuu
    • Querida Ju, não venho problema algum em ir ao Catuaí com minha namorada. O chopp do H2 é ótimo!
    • por briguet
    • 05.Abr.2006 às 23:27 - Permalink - Reportar
    briguet
    • no comunismo ia ser tudo muito legal: só ia ter feira livre, nada de shopping confortável com ar-condicionado. os carros iam ser todos duros, barulhentos e de péssimo desempenho, afinal essa coisa de rodar macio e ágil é coisa da burguesia espalhafatosa. casas espaçosas? pfff, nem brinca, né? os calçados comunistas também são muito interessantes, todos desconfortáveis e sem nenhum estilo, que o que importa mesmo é funcionalidade. esqueça aquele tênis de alta tecnologia que você comprou para seu cooper, vai ter que usar o pisante-padrão mesmo. aliás, que cooper o que, mané!?
    • por guilherme
    • 06.Abr.2006 às 00:08 - Permalink - Reportar
    guilherme
    • Engano seu, guilherme!
      O mundo só nao esta além disso, justamente por causa do lucro, se não fosse, estariámos dez anos luz a frente.
      além do mais, teríamos mais arte, mais literatura,
      o consumo não seria a razão de tudo.
      leia walter benjamin
    • por juuuu
    • 06.Abr.2006 às 00:13 - Permalink - Reportar
    juuuu
    • como assim? o lucro é a mola propulsora do desenvolvimento tecnológico, do luxo, do supérfluo prático. você acha que numa realidade (ou melhor, utopia) comunista cabe um computador Pentium 4 HT Dual Core 3.8 GHz com monitor LCD? tem lugar um carro com banco de couro aquecido com regulagem eletrônica de posições e três memórias de usuário levado de 0 a 100 em 4,7 segundos por um motor V8 3.0 de 280 cv? qual a função de um disco de DVD de alta definição exibido numa TV de plasma com 68 bilhões de cores de 103 polegadas? a resposta é bem simples: nada disso sequer existiria.

      o comunismo se basta com a sobrevivência. o comunismo é o mundo da fita k7, do filme super-8, do ábaco, do carro feio e ineficiente, do tubo catódico. tudo muito funcional, mas básico, padronizado e sem graça. ou você acha que um governo iria investir milhões no desenvolvimento de estilo visual? pra que mais de uma marca de carro, se tudo o que se precisa é um modelo (básico) de cada categoria? um sedã, um hatch, uma perua, uma caminhonete e uma van. aliás, o hatch nem tem razão de ser, já que é a pura expressão da futilidade jovem.

      o comunismo é o mundo do nivelamento por baixo, a ilusão de que, se todos forem pobres iguais, ninguém vai querer ser rico. balela. a ganância está no DNA, o ser humano quer mais, melhor, não se contenta com a subsistência salvo em pequena escala. a igualdade completa é de uma ingenuidade crassa, porque em tudo há hierarquia, há chefes e subordinados.

      será que o comunismo é capaz de colocar uma garrafa de uísque escocês 21 anos na cesta básica de cada trabalhador? um anel de diamante e ouro 24k na mão de cada noiva? ou levar cada trabalhador de férias para esquiar na Patagônia? é claro que não, simplesmente porque não haveria oferta para cobrir a demanda, que são os dois conceitos que juntos obrigam a humanidade ao capitalismo. a partir do momento em que há itens consumíveis exclusivistas, está gerada a desigualdade e isso mina a essência do suposto sistema igualitário até seu colapso natural advindo da vontade popular. salvo com ditadura mão-de-ferro, em cujo caso prefiro muito mais a democracia injusta.

      ah, e o Walter Benjamin pode lamber minha bola esquerda.
    • por guilherme
    • 06.Abr.2006 às 01:32 - Permalink - Reportar
    guilherme
    • Que bobajada. Não tem nada a ver com direita ou esquerda, democracia ou comunismo.
    • por
    • 06.Abr.2006 às 01:38 - Permalink - Reportar
    8e7c3975586fc05703a60054fd2b3c7e?s=80&r=pg&d=monsterid
    • essa juuuuu deve ser a ideli salvati disfarçada!
    • por zero
    • 06.Abr.2006 às 01:41 - Permalink - Reportar
    zero
    • O Capitalismo se mantem através da produção permanente de novas necessidades (curiosamente, para a Psicanálise, o homem permanece vivo através da falta). Este é o dilema, pois se por um lado, gera o desenvolvimento muito bem exposto pelo Guilherme, por outro, centraliza o desejo e o significado no estético/material em detrimento do ético. Enfim, estamos longe de sistemas ideais, se é que isso é possível na heterogeneidade humana.
      E Paulo, vamos combinar que vc é o Tipo que mais aborda política, perdendo apenas para o Leijoto.
    • por salome
    • 06.Abr.2006 às 08:47 - Permalink - Reportar
    salome
    • Uia, dá pra esquiar na Patagônia?
    • por Quero ir!
    • 06.Abr.2006 às 09:21 - Permalink - Reportar
    Quero ir!
    • Brilhante observação, Ester. Como você sabe, esse descompasso entre crescimento econômico e desejo, entre necessidade e falta, é exposto pelo velho e bom Freud em “O mal-estar da civilização”. E você está certa: detesto política, mas falo demais sobre o assunto, porque me dá urticária. Por falar em Freud, precisamos conversar sobre ele (sua ajuda me será preciosa). Vá à QSL e terá detalhes.
    • por pbriguet, o direitista
    • 06.Abr.2006 às 09:26 - Permalink - Reportar
    pbriguet, o direitista
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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

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