A morte vem sem aviso,
vem numa noite de abril.
Visitante impreciso:
ninguém sabe, ninguém viu.
A morte arma a cilada
como quem acerta a mosca,
e sua razão alegada
é improvável e tosca.
Ela nunca faz segredo:
seja matada ou morrida,
descobrimos logo cedo.
Ela sempre é mais forte,
como a volta é mais que a ida:
somos feridos de morte.
Publicado em 04 de abril de 2006 às 12:59 por briguet