Repórter das Coisas

Soneto pela hora da morte

A morte vem sem aviso,
vem numa noite de abril.
Visitante impreciso:
ninguém sabe, ninguém viu.

A morte arma a cilada
como quem acerta a mosca,
e sua razão alegada
é improvável e tosca.

Ela nunca faz segredo:
seja matada ou morrida,
descobrimos logo cedo.

Ela sempre é mais forte,
como a volta é mais que a ida:
somos feridos de morte.

Publicado em 04 de abril de 2006 às 12:59 por briguet

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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?

Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.

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