Não é que eu pense nas coisas;
as coisas é que me pensam.
Passam por mim como sombras
passam numa ponte pênsil.
De tanto pensar em tudo,
me vi em forte declive:
tentei abraçar o mundo
com pernas que nunca tive.
Para tão grande cabeça,
tão pálidos pensamentos.
Que vida pregou-me a peça!
E hoje restou-me isto
(falarei enquanto é tempo):
Não penso, sequer existo.
Publicado em 30 de março de 2006 às 17:27 por briguet