Repórter das Coisas

Soneto dos pensamentos

Não é que eu pense nas coisas;
as coisas é que me pensam.
Passam por mim como sombras
passam numa ponte pênsil.

De tanto pensar em tudo,
me vi em forte declive:
tentei abraçar o mundo
com pernas que nunca tive.

Para tão grande cabeça,
tão pálidos pensamentos.
Que vida pregou-me a peça!

E hoje restou-me isto
(falarei enquanto é tempo):
Não penso, sequer existo.

Publicado em 30 de março de 2006 às 17:27 por briguet

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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?

Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.

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