Lendo a autobiografia de Danuza Leão, deparo-me com o seguinte trecho:
“Além da vida noturna, intensa, nossa distração era jogar pôquer aos sábados. A roda, mais ou menos variável, era: nós dois [Danuza Leão e Samuel Wainer], meu pai, Millôr Fernandes, Ivan Lessa, Leon Eliachar, Antônio Maria, Paulo Francis, todos excelentes jogadores, modéstia à parte. Baralhos novos a cada sábado, fichas de madrepérola, começávamos às seis da tarde e não levantávamos para jantar: serviam-se comidinhas durante o jogo. Samuel, embora bebesse pouco, estava sempre com um copo de uísque na mão. O grupo de jovens jornalistas já era famoso, mas veio a ficar muito mais, e imagine o que eram as noites com esse escrete de inteligências.”
E eu, pobre d’eu, nem sei diferenciar os naipes... Ainda falo “arvrinha” e “coraçãozim”. O único jogo de cartas do qual sou capaz de participar tem um nome auto-explicativo: BURRO.
Publicado em 16 de março de 2006 às 11:48 por briguet