Ser isto que se é,
não ser um outro,
nascer condenado
ao próprio corpo,
é proprio de ser vivo
e ter um rosto.
Aqui sou a fronteira
e não a pólis,
idiotia grega ignóbil
de quem hoje é só
e amanhã prole.
Ser isto que se é
nunca foi fácil;
exige sangue frio,
nervos de aço.
Para que o ser
limite-se ao espaço
inscrito pelo tempo,
rumo ao infinito
esquecimento
de ser não ser
(eu paro e minto)
só silêncio.
Publicado em 08 de março de 2006 às 12:47 por briguet