Repórter das Coisas

Madrigal da contingência

Ser isto que se é,
não ser um outro,
nascer condenado
ao próprio corpo,
é proprio de ser vivo
e ter um rosto.

Aqui sou a fronteira
e não a pólis,
idiotia grega ignóbil
de quem hoje é só
e amanhã prole.

Ser isto que se é
nunca foi fácil;
exige sangue frio,
nervos de aço.
Para que o ser
limite-se ao espaço
inscrito pelo tempo,
rumo ao infinito
esquecimento
de ser não ser
(eu paro e minto)
só silêncio.

Publicado em 08 de março de 2006 às 12:47 por briguet

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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?

Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.

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