Quando cheguei a Londrina, achava que “data vaga” queria dizer feriado. É “terreno baldio” – craro, Cróvis.
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Não conheço uma data mais vaga que 8 de março. Dia da Mulher é a comemoração mais estúpida, hipócrita e demagógica do calendário gregoriano. Só faz sentido para políticos, ONGs feministas e demais espertos que faturam em cima. Além da mídia carente de pautas, é claro.
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Quem gosta de mulher (homem ou mulher) só pode detestar essa palhaçada.
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Um só verso de Adélia Prado é melhor do que toda literatura feminista já produzida no Brasil.
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Aí dizem que o Dia da Mulher é pra “conscientizar”. Conscientizar quem, rapá? Vá conscientizar as tuas negas!
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Não faz sentido uma data para homenagear meia humanidade. O lado varonil fica, então, com os outros 364 dias?
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Em vez de 8 de março, eu sugiro outra data: uma data pra carpir.
Publicado em 08 de março de 2006 às 13:42 por briguet