Boa e profética a charge de Marco Jacobsen na Folha de Londrina (página 2 de hoje).
Dois caubóis correm atrás do Oscar, e o Oscar foge: “Epa! Epa! Eu sou espada!”
Publicado em 06 de março de 2006 às 08:47 por briguet
alguém outro dia (acho que foi o moraes) me falou: o brokeback mountain vai ganhar tudo que está disputando. e eu desdenhei: vai nada. enfim, eu tb sou profeta!
Venceram o provincianismo (“Crash” se passa em Los Angeles) e a homofobia. O povo da Academia sempre teve muita preguiça de pensar. Não é à toa que preferiram aquele panfletarismo clichêzento e anódino do “Crash”. O obscurantismo triunfou de novo. Quem duvida, segue o link: http://www.estadao.com.br/a...
não achava que o brokeback ia ganhar tudo (só teve oito indicações, então não dava pra ganhar de melhor animação, por exemplo). como todo mundo, achava que ia ganhar, e ganhou. ang lee premiado é notícia boa, ainda mais com um drama gay (hmmm... quarta indicação - média de 25% de aproveitamento - “desempenho regular”).
quanto à charge, hmmm. profético uma pinóia. brokeback ganhou dois dos mais importantes, de melhor direção e roteiro adaptado, e roteiro, adaptado ou não, sempre foi o melhor do oscar. de quebra levou um outro lá (o que fez os argentinos acordarem mais felizes hoje).
e viva o prêmio a philip seymour hoffman, o melhor da festa (ao lado do ang lee)!
veredito: oscar bom e com um nível de bobajada abaixo do normal. enfim, falo que não ligo pra oscar, mas sempre assisto e fico me lamentando e/ou praguejando depois. bah, paciência, não consigo evitar.
moraes, eu não disse que vc disse que brokeback ia ganhar tudo, mas “ganhar tudo que está disputando”. hohoho! além do que, eu nem tenho certeza que foi vc mesmo quem disse isso pra mim.
Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).
Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.
A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)
Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?
Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.