Repórter das Coisas

Poema do torcicolo

De repente
a dor se mostra
e o pescoço
fica duro
como um poste.

Não posso
olhar pro lado,
não posso
olhar pra frente.
Torcicolo
é um negócio
deprimente.

Ar gelado?
Água quente?
Não se sabe
o que o faz
na gente.

De repente,
lá da carne,
vem a dor,
essa demente,
dar o alarme
e ser mais forte,
incrivelmente.

Não tem emplastro
nem Gelol, Doril
que me tire
deste claustro vil.
Cadeia
a esmo
que sou
eu mesmo.

De repente,
que má sorte!
o torcicolo
faz lembrar
da morte.

De repente,
num segundo,
ela pode
aparecer
do fundo.
E aí, seo moço,
a gente entra
com o pescoço.

Publicado em 16 de fevereiro de 2006 às 09:34 por briguet

Comentários

  1. Luciano
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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?

Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.

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