De repente
a dor se mostra
e o pescoço
fica duro
como um poste.
Não posso
olhar pro lado,
não posso
olhar pra frente.
Torcicolo
é um negócio
deprimente.
Ar gelado?
Água quente?
Não se sabe
o que o faz
na gente.
De repente,
lá da carne,
vem a dor,
essa demente,
dar o alarme
e ser mais forte,
incrivelmente.
Não tem emplastro
nem Gelol, Doril
que me tire
deste claustro vil.
Cadeia
a esmo
que sou
eu mesmo.
De repente,
que má sorte!
o torcicolo
faz lembrar
da morte.
De repente,
num segundo,
ela pode
aparecer
do fundo.
E aí, seo moço,
a gente entra
com o pescoço.
Publicado em 16 de fevereiro de 2006 às 09:34 por briguet