Eu já estava bem confuso
com as dimensões em uso.
As visíveis e a do tempo
causavam algum tormento.
Agora vem um sujeito
e me diz – bate no peito! –
que as dimensões são 11.
Não sei mais se estou onde
imagino estar agora,
nem se dentro, nem se fora.
Já não sei mais quando é quando
ou se estou imaginando
que ainda existe um presente
quando tudo é inexistente.
Daqui a pouco à noite é sol
e de dia escuridão.
Com esse time de futebol
perco toda a dimensão!
Doravante, minha amada,
vou ficar ao Deus-dará:
será dura a empreitada
de tua dimensão achar!
Nem é perto, nem é longe
o endereço de teu canto.
Uma índole de monge
terei que forjar, portanto,
pois não mora nem no tempo
a tradução do esperanto
desse teu merecimento.
Publicado em 31 de janeiro de 2006 às 11:32 por briguet