Posso ouvir teu choro,
a bem dizer, teu grito,
pequena navegadora
na lagoa dos aflitos.
Posso ver teus braços,
nado sem consciência,
pés que não sabem passos,
mente que nada pensa.
Mas o que não se ensina,
alarme e anúncio da alma,
foi teu milagre, menina.
Alguém ouviu tua voz.
Choraste para ser salva,
e agora choramos nós.
Publicado em 30 de janeiro de 2006 às 15:14 por briguet