Repórter das Coisas

Soneto do sonho interrompido

Eu não queria acordar agora,
e sim prender-me às cordas do sono,
à tua pele, ao teu cheiro, ao teu gosto.
Porém o dia me leva pra fora.

Queria tanto acordar nunca mais
e nunca mais ser levado à vigília;
queria sempre habitar esta ilha
em permanente exílio e paz.

E quando o dia viesse nascendo
roubando a estrela final do meu gozo,
eu voltaria a fugir para ti,

encontraria a linguagem e o tempo,
o desespero faria seu pouso
e sonharias pra sempre aqui.

Publicado em 28 de janeiro de 2006 às 13:00 por briguet

Comentários

    • Belíssimo soneto, caro Briguet. Aliás, esse tipo de composição poética muito me agrada.
    • por tanga
    • 28.Jan.2006 às 14:52 - Permalink - Reportar
    tanga
  1. zero
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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?

Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.

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