Eu não queria acordar agora,
e sim prender-me às cordas do sono,
à tua pele, ao teu cheiro, ao teu gosto.
Porém o dia me leva pra fora.
Queria tanto acordar nunca mais
e nunca mais ser levado à vigília;
queria sempre habitar esta ilha
em permanente exílio e paz.
E quando o dia viesse nascendo
roubando a estrela final do meu gozo,
eu voltaria a fugir para ti,
encontraria a linguagem e o tempo,
o desespero faria seu pouso
e sonharias pra sempre aqui.
Publicado em 28 de janeiro de 2006 às 13:00 por briguet