Vigia
o espectador
da vida,
com seu olho
de vidro.
Tão perto,
o grande ouvidor
dos ecos,
com o tímpano
de séculos.
Tão ágil
o dono-ladrão
da verdade,
que um átimo
é tarde.
Tão denso
o esquecedor
do tempo,
que, por amor,
só se lembra
onisciente
quanto chega
o presente.
Dizia
as palavras
que dizemos
antes mesmo
de inventá-las.
Ditado de tudo,
em que o ditador
é mudo.
Publicado em 25 de janeiro de 2006 às 18:23 por briguet