(Mais um oferecimento das Organizações Neosaldina)
Às vezes, eu gostaria de ser cafajeste de verdade, como acaba de sugerir (sabiamente) uma amiga. Fazer as coisas e não sentir o mínimo remorso.
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Só que eu não consigo. A história tem sido sempre a mesma: trato bem as mulheres, crio uma grande expectativa e, quando as coisas não dão certo, recebo uma saraivada de críticas e ofensas.
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Meus ombros suportam o mundo, não tem jeito. Minha profissão é a culpa. Afinal, o que eu vou fazer com esses 12 mil anos de judaico-cristianismo?
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Não sei por que me identifiquei com a tira do Angeli, publicada na Folha de S. Paulo hoje:
Lareira da Esva, me aguarde!