Repórter das Coisas

Manifesto contra a realidade

Às vezes eu me esqueço da realidade.
Eu não ligo a mínima para a realidade.
A realidade é desprezível para mim.
Não tenho senso de realidade.
A realidade nunca me comoveu.
A realidade foi feita para fugirmos dela.
Como um cão foge dos fogos.
Como um homem foge das feras.
A realidade não tem nada com a verdade.
A realidade freqüentemente é o oposto da verdade.
A máquina da realidade é um monstro.
O amor é verdade. A morte é a realidade.
O ódio também é a realidade. E o soco na cara.
E a dor. A dor é irmã gêmea da realidade.
A realidade não existe.
Não existe na terra, não existe no mar.
Não existe nas cordilheiras oceânicas.
Às vezes eu me lembro da realidade. E acordo rindo.

Publicado em 06 de dezembro de 2005 às 16:53 por briguet

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PAULO BRIGUET, SEU CRIADO

Dizem por aí que o autor deste blog é chato, feio e bobo – a exemplo do capitalismo e do judaico-cristianismo que ele defende com unhas, dentes e, acima de tudo, argumentos assaz irrespondíveis (para desconcerto dos oponentes).

Ex-trotskista, ex-ateu, ex-sindicalista, ex-cantor, ex-ex, arrepende-se de (quase) tudo. É amado e odiado na exata proporção de sua obscuridade.

A liberdade de pensamento e expressão aqui encontra guarida. A babaquice, porém, é rejeitada, apagada e excluída, quando não editada. Que os babacas sejam livres em outras freguesias. (Tosquices, ao contrário, são permitidas e até incentivadas.)

Quê? Jornalista? Desconheço, senhor. Alguém aí falou no assunto?

Que o Criador, bendito seja o Seu Nome, abençoe a todos os leitores deste blog. Lembre-se: Paulo Briguet reza por você.

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