O que mais me espanta em Bach: ele não tinha consciência da própria grandeza.
Segundo os bambas do assunto, João Sebastião nunca nunquinha imaginou ser o maior de todos os tempos. Negócio dele era fazer música e neném (teve 20 filhos).
Claro que era religioso (luterano), e que considerava sua música uma forma de comunicação com Deus. Mas não se via como um portador da própria voz de Deus, ou como o quinto evangelista, como já o chamaram.
Era conhecido com bom instrumentista. Se lhe perguntassem o nome de um grande compositor, provavelmente ele citaria Haendel, seu ídolo. Mas Haendel, mesmo sendo ótimo, não chega aos pés do João Sebastião.
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Fui ao show do Hermeto Paschoal ontem no Ouro Verde. Dureza. Não pela música, que é boa. O problema é a sauna: ainda não consertaram o maldito ar condicionado. Com este calor, nem que fosse João Sebastião em pessoa. Até elefante na bunda sua! (Meu Deus, posso ouvir os espasmos da multidão em riso frenético.)
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E ó: mais
Casa dos Trinta. Já vou avisando que é poema falta-de-enxada.