Esta cidade não é bolinho. É um absurdo. Não o sei as pessoas vêem aqui; não sei o que vejo. Acabo de entrevistar um professor de literatura, com doutorado em Coimbra, decidido a morar em Londrina por um ano. Chegou e gostou. Pensei em alertá-lo: “Aqui não tem nada! Aqui não tem nada!” Mas é nesta cidade que eu vivo há 16 anos.
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Vamos combinar uma coisa? Da próxima vez que o mandatário da Província vier aqui para o Sertão, que tal ignorarmos as suas (dele) palhaçadas? Além disso, ele não faz nada mesmo. Logo logo o homem se verá sem publicidade gratuita; há uma chance (remota, é bem verdade) de que venha a se comportar como gente.
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O referido mandatário deveria seguir o exemplo do anterior, e sumir do Sertão por um ano. Seria bom para todo mundo.
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Em casa, aguarda-me o Livro do Desassossego. Aquilo sim que é blog.
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No Calçadão, o pregador berra: “Ainda é tempo! Ainda é tempo”. Isso é pra mim?
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Quero fugir deste calor dos infernos. Quero ir pra Itália.
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Harry Potter: não li; não vi; nada sei. Não me perguntem.
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E, como diria o taxista, hoje é QSL, QSL? Hein? Hein? Hã? Hã?
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Me deu medo, Tanga. Medo de que você não vá à QSL. Nem pense nisso.
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E mais não digo porque cansei.
Publicado em 24 de novembro de 2005 às 15:08 por briguet