Pergunta: Por que você publica tantos posts?
Resposta: Sei lá. Acho que estou num período meio compulsivo. Quantidade não é qualidade, diz o velho chavão, mas quem sabe vez por quando não sai alguma coisa que preste? O
Poema da Buceta eu achei até bonzinho.
Pergunta: Qual a diferença entre o Falcão, do Rappa, e o Carlinhos Brown? E entre o Samuel Rosa e o cantor do J. Quest? E entre o Oswaldo Montenegro e Inri Cristo? E entre Zélia Duncan e Simone? E entre Tina Turner e Macy Gray?
Resposta: Nenhuma, nenhuma, nenhuma, nenhuma e nenhuma.
Pergunta: Por que você não responde a comentários negativos no seu blog?
Resposta: Não respondo a críticos e polemistas de ocasião por absoluta falta de vontade. Desde a infância, sou avesso a brigas. Físicas e verbais. E o silêncio é a melhor arma contra a estupidez. Tanto que não há mais comentários idiotas neste blog.
Pergunta: Qual é a sua posição política?
Resposta: Pela milésima vez: sou apolítico, alienado assumido. Não gosto da esquerda, nem da direita, nem do centro. Não sou anarquista; ser anarquista, de algum modo, é participar da política. E não estou disposto a acreditar no horrível axioma segundo o qual tudo é política. Pretendo ignorar a existência do poder o quanto puder. No dia em que aparecer um Hitler, Stálin, Lênin ou Fidel Castro, eu vou para o exílio, ser alienado e escrever no Paraguai, na Bolívia.
Pergunta: Mas os escritores não devem tomar partido?
Resposta: Exigir compromisso político de escritores é reeditar Jdanov e Goebbels.
Pergunta: Tem algo a falar sobre o jornalismo contemporâneo?
Resposta: Não. Aliás, tenho uma coisa só: acho que o meu amigo
Márcio Leijoto deveria relaxar um pouco.
Pergunta: Já foi filiado a algum partido?
Resposta: Eu já tive catapora, sarampo, caxumba e petê.
Pergunta: Professa alguma religião?
Resposta: Sou cristão, sem participar ativamente de nenhuma igreja. De vez em quando vou à missa. No entanto, concordo com Adélia Prado quando ela diz que os ritos modernos – católicos e evangélicos – carecem de mistério. A fé exige meditação. Meditação exige serenidade e silêncio. Só assim pode-se contemplar o enigma.
Pergunta: Por que escreve?
Resposta:: Eu escrevo para voltar ao Verbo.
Pergunta: O que é poesia, para você?
Resposta: Poesia, no sentido amplo, é o caminho da compaixão através da linguagem. No sentido estrito, é o melhor jeito de colocar as palavras na página (ou na voz).
Pergunta: Por que gosta tanto do Kotovelo´s Bar?
Resposta: Porque lá não tem frescura.
Pergunta: Mas não andaram dando uns tiros lá perto?
Resposta: É. Deram. Mas o bar não tem nada a ver com isso. Aliás, eu poderia ter recebido um desses tiros, mas meu anjo da guarda foi mais rápido. Azulivre.
Pergunta: Por que não diz mais nada?
Resposta: Porque não sei. Bu!