Repórter das Coisas

É pau, é pedra

Escrevi estes versos de segunda depois de ler jornalismo de primeira: as duas primeiras reportagens da série “Diamantes no Tibagi”, assinadas por Lúcio Flávio Moura (textos) e Sérgio Ranalli (fotos).
Aí vai o poema:


Soneto das pedras

Falo do ofício de achar as pedras,
falo do vício de buscar a foz.
Falo da esquina onde as plantas medram,
falo da forma em meio a todos nós.

Se me falarem que isso é defeito,
respondo: – Meu trabalho é falar.
E assim, dobrando a foz de um tal leito,
as mesmas pedras outras vez achar.

De tal maneira busco a foz ubíqua,
que no caminho vejo pedras, só.
Persigo tanto esta mesma relíquia

que todas pedras logo viram pó.
E meu ofício, de forma conspícua,
vai terminar no mar de um rio maior.

Publicado em 27 de outubro de 2004 às 18:09 por briguet

Comentários

    • chato isso. apenas chato.
    • por não gostei
    • 27.Out.2004 às 19:07 - Permalink - Reportar
    não gostei
    • Agradeço a referência, ó generoso mestre!
    • por Lúcio Flávio, em busca do diamante
    • 28.Out.2004 às 20:33 - Permalink - Reportar
    Lúcio Flávio, em busca do diamante
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"Não contavam com minha astúúúcia!"
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