falar mal de si mesmo e ver a reação dela. tipo: “aquele briguet, qual o quê!”
hehe. é legal ver o pessoal concordar, sem saber que nós somos nós.
após ler a crônica:
briguet, me permite a franqueza?
eu não gostaria, mas fui forçado, em noite incerta, a me apresentar como o distinto e nobre paulo antonio briguet lourenço. você sabe: a moça era sorrateira e ouvia o rádio. sonhava com estes locutores que cantam a vida e as boas novas. ao brilho do olhar de ana, direcionei uma ou duas palavras e ela perguntou, furiosamente:
“você conhece o paulo briguet?”
calmamente, movendo a revista realidade do meu braço esquerdo para o meu antebraço direito, fui superior:
“qual o quê, garota! [puxa, sempre quis usar essa expressão] eu sou o paulo briguet”
sorriso recíproco, ganhei um lanche e uma noite.
passeamos pelo calçadão e lhe disse que morava num cinema, “que era pra nunca mais ver a realidade”.
todos os dias ela me encontrava às sete da noite em frente ao ouro verde. eu dizia do meu novo livro de poemas [o sol é a minha tese - o drummond leu, quando vivo, e suspirou: sempre busquei este jeito simples. estou comovido como o diabo], comentava os problemas da edição do jornal [“a realidade é necessária, mas nunca suficiente”], e dizia que o amor para mim era como algo, aquilo que você... puxa. não havia palavras. ela passava a mão sob os meus olhos cerrados e me perguntava:
“o amor é tudo o que você não quer ver, não é?”
um pouco sem graça, como aquele amante que de tão incauto ama a própria dor, eu chorava timidamente e franzia:
“ao seu lado, eu sempre vejo a morte. você é a verdade”.
e caminhamos.
como fui tomado por uma impiedosa tuberculose, o senhor pode imaginar que uma certa lacuna se avolumou nos últimos dias. para impregnar um certo ar de realismo, passei o seu celular para ela, pois assim, suspenderia as coincidências.
era isto meu caro,
um bom dia de trabalho, pois é manhã alta e já posso dormir!
hehehe
q figura essa ana!
isso é verdade, ou como disse a ela, é apenas em parte? nascida desta cabeça criativa!
mas muito boa, como provar quem realmente somos???
Fazia tempo que não ria tanto com os “Tipos”. E só desgraceira e receitas das mais variadas. Não textos desgraçados, mas sim relatos tristes e melancolicos. Isso não é critica, gosto de todos os blogueiros ( que leio) e confesso até que invejo alguns. Estava faltando humor e tinha que vir de vc. Está até perdoado pelo furo de sabado. Mas não posso deixar de comentar: vc é educado demais!!!! Nem existe!!!