Repórter das Coisas

Você não é o Paulo Briguet

O que fazer se alguém insiste em dizer que você não é você? Pois é, aconteceu comigo. Leia a crônica.

Publicado em 17 de agosto de 2004 às 06:46 por briguet

Comentários

    • Que louca essa menina hein Briguet...
    • por Marcela
    • 17.Ago.2004 às 08:46 - Permalink - Reportar
    Marcela
    • falar mal de si mesmo e ver a reação dela. tipo: “aquele briguet, qual o quê!”
      hehe. é legal ver o pessoal concordar, sem saber que nós somos nós.
    • por grota
    • 17.Ago.2004 às 08:58 - Permalink - Reportar
    grota
    • após ler a crônica:
      briguet, me permite a franqueza?
      eu não gostaria, mas fui forçado, em noite incerta, a me apresentar como o distinto e nobre paulo antonio briguet lourenço. você sabe: a moça era sorrateira e ouvia o rádio. sonhava com estes locutores que cantam a vida e as boas novas. ao brilho do olhar de ana, direcionei uma ou duas palavras e ela perguntou, furiosamente:
      “você conhece o paulo briguet?”
      calmamente, movendo a revista realidade do meu braço esquerdo para o meu antebraço direito, fui superior:
      “qual o quê, garota! [puxa, sempre quis usar essa expressão] eu sou o paulo briguet”
      sorriso recíproco, ganhei um lanche e uma noite.
      passeamos pelo calçadão e lhe disse que morava num cinema, “que era pra nunca mais ver a realidade”.
      todos os dias ela me encontrava às sete da noite em frente ao ouro verde. eu dizia do meu novo livro de poemas [o sol é a minha tese - o drummond leu, quando vivo, e suspirou: sempre busquei este jeito simples. estou comovido como o diabo], comentava os problemas da edição do jornal [“a realidade é necessária, mas nunca suficiente”], e dizia que o amor para mim era como algo, aquilo que você... puxa. não havia palavras. ela passava a mão sob os meus olhos cerrados e me perguntava:
      “o amor é tudo o que você não quer ver, não é?”
      um pouco sem graça, como aquele amante que de tão incauto ama a própria dor, eu chorava timidamente e franzia:
      “ao seu lado, eu sempre vejo a morte. você é a verdade”.
      e caminhamos.
      como fui tomado por uma impiedosa tuberculose, o senhor pode imaginar que uma certa lacuna se avolumou nos últimos dias. para impregnar um certo ar de realismo, passei o seu celular para ela, pois assim, suspenderia as coincidências.
      era isto meu caro,
      um bom dia de trabalho, pois é manhã alta e já posso dormir!
    • por grota
    • 17.Ago.2004 às 09:18 - Permalink - Reportar
    grota
    • hehehe
      q figura essa ana!
      isso é verdade, ou como disse a ela, é apenas em parte? nascida desta cabeça criativa!
      mas muito boa, como provar quem realmente somos???
    • por gisele
    • 17.Ago.2004 às 13:14 - Permalink - Reportar
    gisele
  1. deni
    • Sabia que mais cedo ou mais tarde, você seria surpreendido pela Ana...
    • por mrocha
    • 17.Ago.2004 às 19:25 - Permalink - Reportar
    mrocha
    • Fazia tempo que não ria tanto com os “Tipos”. E só desgraceira e receitas das mais variadas. Não textos desgraçados, mas sim relatos tristes e melancolicos. Isso não é critica, gosto de todos os blogueiros ( que leio) e confesso até que invejo alguns. Estava faltando humor e tinha que vir de vc. Está até perdoado pelo furo de sabado. Mas não posso deixar de comentar: vc é educado demais!!!! Nem existe!!!
    • por srochaold
    • 18.Ago.2004 às 01:06 - Permalink - Reportar
    srochaold
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(Milton Friedman with lasers)

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