noite fria, quinta sem-lei,
já não ficou claro que te amo?
já não está certo nosso pacto?
que medida terá teu encanto
na incerteza da mesma fúria,
noite fria, quinta sem-lei?
de onde se vê teu segredo
no frio, consciência do osso,
de onde vem teu momento,
quinta sem-lei, que se perde na sombra?
noite fria, quinta sem-lei,
jamais te esquecer na curva
que traçam as coisas do tempo,
jamais te esquecer às moscas
que guardam o sentido do medo.
cão das formas, barco dos ventos,
música do telefone mudo,
coisa que some na semana,
duas Neosaldinas com água,
noite fria, quinta sem-lei.
Publicado em 29 de maio de 2004 às 10:46 por briguet
a maldita imprimi seu ritmo a tudo, eu imagino que ela contagie todas as palavras que nascem das mãos de um escritor-cronista.