Archive for April of 2004
cantada 1991
April 30, 2004
Vamos embora pra minha casa,
eu sei que te conheci só faz 20 minutos,
e que estou um pouco alto, de farol baixo,
mas pode crer: sou um cara legal.
Vamos sair daqui, menina,
esta banda é muito picareta,
este bar é uma tristeza.
Vamos deitar no colchão –
é pequeno, mas confortável.
A gente se ajeita por lá.
E os sons que vêm do forro, menina,
não são ratos, eu garanto,
são pássaros, pássaros, só pássaros,
são aves atentas da noite.
Vamos embora pra casa,
não tem ninguém por lá, todo mundo viajou,
meu primo Beto está de plantão,
não tem cachorro que morde
nem gato que arranha.
Vou te mostrar umas coisas, menina,
os poemas que mudaram minha vida,
minha máquina de escrever sem letra A,
meu lendário descontentamento
e as fotos da turma canalha.
Saia do meio da rua, menina,
não fique deitada no asfalto.
Eu moro na frente da praça,
e quando chega o tempo certo
caem flores amarelas.
Deixe de histórias, menina,
vamos pra casa.
eu sei que te conheci só faz 20 minutos,
e que estou um pouco alto, de farol baixo,
mas pode crer: sou um cara legal.
Vamos sair daqui, menina,
esta banda é muito picareta,
este bar é uma tristeza.
Vamos deitar no colchão –
é pequeno, mas confortável.
A gente se ajeita por lá.
E os sons que vêm do forro, menina,
não são ratos, eu garanto,
são pássaros, pássaros, só pássaros,
são aves atentas da noite.
Vamos embora pra casa,
não tem ninguém por lá, todo mundo viajou,
meu primo Beto está de plantão,
não tem cachorro que morde
nem gato que arranha.
Vou te mostrar umas coisas, menina,
os poemas que mudaram minha vida,
minha máquina de escrever sem letra A,
meu lendário descontentamento
e as fotos da turma canalha.
Saia do meio da rua, menina,
não fique deitada no asfalto.
Eu moro na frente da praça,
e quando chega o tempo certo
caem flores amarelas.
Deixe de histórias, menina,
vamos pra casa.
breviário da quinta sem-lei
April 29, 2004“Alô. QSL, QSL.”
(Código secreto do sistema de rádio-táxi em Londrina)
“Filha minha não vai na Quinta Sem-Lei.”
(Osmar Asmo, vice-presidente da Associação de Pais e Mestres dubrasil)
“Requião tem razão: QSL é máfia.”
(Outdoor assinado pela ala jovem da base governista)
“Vou chegar dando porrada.”
(O governador)
“Vem que tem.”
(Mara, a nossa governadora)
“Posso trazer mais uma, pessoal?”
(Inês, a melhor garçonete dubrasil)
“Truxxxgheutyno 36.”
(Smash, ao tentar dizer o próprio endereço.)
“Meu Deus, me lembra de comprar Neosaldina.”
(Paulo Briguet)
“Vamos acabar com ela?”
(Moraes)
“Com a Neosaldina?!”
(Briguet)
“Não, com a QSL!”
(Moraes)
“Humpf.”
(Briguet)
“Alô, comandante. Está confirmado: se eles cantarem o Hino com letra em castelhano, vai todo mundo em cana.”
(Arquivos do SNI pós-Golbery)
“A gente podia usar o cenário do Bar Brasil pra refilmar aquela cena da festa em "Terra em Transe", manja? A Isabella substituiria a Danuza Leão...(urros esparsos e barulho de copos)”
(Grota)
“A QSL consiste na expressão cabal de uma juventude não-ideológica em aliança lúdico-etílica com profissionais desiludidos que não acataram os pressupostos da maturidade e se sentem desterritorializados nesta passagem de século marcada pela fragmentação do eu.”
(J.J. de Jacutinga, antropólogo relativista-estruturalista)
“E a mamãe, tá boa?”
(Jornalista Marcelo Rocha, presidente das Organizações QSL)
April 28, 2004
Deu no jornal: “Homem tenta passar nota de R$ 3 a comerciante”. Leia minha crônica sobre o assunto.
mr. lazarus
April 26, 2004
"Se acontecer de acordares com preguiça e indolência, lembra-te deste pensamento: 'Levanto-me para retomar minha obra de homem'".
(Marco Aurélio, imperador romano)
(Marco Aurélio, imperador romano)
consulta
April 24, 2004
- Doutor, estou com um problema de saúde.
(Uma pausa. O médico observa o paciente com aquele de ar de "Mas é óbvio, seu panaca.")
- Onde?
- No organismo.
- E dói?
- Dói.
- Onde?
- É como eu disse: no organismo.
(Uma pausa. O médico observa o paciente com aquele de ar de "Mas é óbvio, seu panaca.")
- Onde?
- No organismo.
- E dói?
- Dói.
- Onde?
- É como eu disse: no organismo.
April 23, 2004
- Olá, Sandy, tudo bem? Diga aos nossos ouvintes o que você está achando da cidade de Londrina.
- Olha, só tem um problema. Eu sou o Júnior. Sandy é a minha irmã.
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Campanha: VOLTA, MARLON.
- Olha, só tem um problema. Eu sou o Júnior. Sandy é a minha irmã.
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Campanha: VOLTA, MARLON.
April 23, 2004
Eu odeio bancos. Saiba por quê.
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Para a sessão Grandes Polêmicas do Tipos:
"Eu não quero viver num mundo em que não se possa contar um piada de mau gosto" - Millôr Fernandes.
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"TV or not TV. That´s the congestion" - Woody Allen.
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Para a sessão Grandes Polêmicas do Tipos:
"Eu não quero viver num mundo em que não se possa contar um piada de mau gosto" - Millôr Fernandes.
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"TV or not TV. That´s the congestion" - Woody Allen.
Vá procurar sua tribo
April 20, 2004Ontem, caderninho e gravador, fiz matéria sobre o Dia do Índio. O que me levou à inevitável pergunta: a que tribo pertenço? Ou, em caingangue: xe catauê raimãin?
Não sou índio, mas também não sou indie. Mesmo tendo comprado um CD do Radiohead, continuo sem conhecer nenhuma das bandas que o Bastardo, o Claudinho Yuge e o Fábio Galão citam com grande intimidade. Só conheço um bocadinho do Cure, final dos anos 80. Tenho um vinil deles. Ah: gostei do Radiohead. Mas ainda não comprei o segundo CD.
MPB? Confesso que já passou minha época de gostar disso aí. Respeito o Tom Jobim, o Chico Buarque, coisa e tal, e acho que o ódio visceral contra a Caetano Veloso é provocado menos pela música dele (há coisas horríveis, certamente; mas, procurando bem, sobram alguns achados) do que pela personalidade insuportável do cara. Trata-se de um dos caras mais chatos dubrasil, como diria meu amigo Lúcio Flávio, de passageiras agonias.
Hippie? Não dá. Tenho alergia a qualquer tipo de penduricalho, nunca usei mocassim, sou maníaco por banho, não gosto de comer em recipiente de alumínio, odeio andar descalço (da última vez que o fiz, há 15 anos, jogando futebol bêbado numa fazenda, peguei bicho de pé. Nunca mais fui a uma fazenda, nem joguei futebol). Daquela droga tão apreciada pela categoria, eu não consigo nem pronunciar o nome. Uso camisa social! Hippie está fora de questão.
Por uns tempos andei dizendo que era punk. Não no visual, é óbvio, mas no espírito. Besteira. Um punk de verdade não trabalha em jornal com carteira assinada (a não ser que seja office boy). Punk não toma chopp no H2. Punk não... Ah! É claro que eu não sou punk. Uma pena.
E, por favor, também não me enquadrem como um tipo erudito só porque ouço Bach. Não sei falar inglês, nunca li um livro de filosofia até o fim, sou alienado, ignorante, caipira urbano. Me sinto bem mais à vontade no Kotovelo´s Bar do que numa vernissage.
Só me resta uma conclusão. Eu pertenço à tribo dos babacas.
April 18, 2004
Domingo, latifúndio improdutivo.
Todas tardes de domingo,
as de antes e as de sempre,
dormem como dinossauros.
Domingo, dromedário em letargia.
O que somos no domingo,
senão sombras ruminantes,
bois sonhando aos elementos?
Todas tardes de domingo,
as de antes e as de sempre,
dormem como dinossauros.
Domingo, dromedário em letargia.
O que somos no domingo,
senão sombras ruminantes,
bois sonhando aos elementos?
circular para a alta diretoria
April 15, 2004
Vocês sabem que dia é hoje. Não adianta tergiversar, dar margem a sandices, perpetrar maneirismos: compareçam. Eu estarei lá.
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O acaso conspira a favor da Quinta Sem-Lei.
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Era uma quinta não. Virou quinta sim.
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- Pai, o que é política?
- Eu vou lhe dizer, meu filho. Aqui nesta crônica.
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O acaso conspira a favor da Quinta Sem-Lei.
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Era uma quinta não. Virou quinta sim.
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- Pai, o que é política?
- Eu vou lhe dizer, meu filho. Aqui nesta crônica.
poema da exposição
April 14, 2004tenho pena do touro
tenho pena do boi
tenho pena da vaca
do bezerro e do leitão
tenho pena da semente
tenho pena do grão
e confesso que até mesmo
tenho dó de leilão
tenho pena do peão
que bebeu ontem à noite
e do cara que brigou
e apanhou um monte
tenho pena da chuva
tenho pena do barro
fazem dó o homem
a mulher e o gado
tenho pena do cavalo
do cachorro do urubu
tenho pena do menino
do velho do mundo
tenham pena de mim
tenho pena de tudo
Cachorro morto está latindo
April 11, 2004Acordei com os latidos do meu cachorro Ace e uma sensação de abismo na boca. Assim que chego à casa dos meus pais em Araçatuba, sinto vontade de procurar o cachorro, mesmo sabendo que ele morreu há sete anos. Algo parecido acontece quando procuro a caixa de Neosaldina depois da Quinta Sem-Lei (sabendo que a Neosaldina acabou) ou quando me dá vontade de ir ao Bar do Paulinho (sabendo que o Bar do Paulinho fechou as portas em 1995, antes mesmo de Ace morrer).
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O abismo na boca é uma sensação difícil de explicar, porque o abismo é um lugar em que se pode cair – e como poderíamos cair tão perto de nós mesmos? Minha boca é o mais perto de mim que eu posso imaginar.
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Se escrevo agora – e estou na casa dos meus pais em Araçatuba – sinto que Ace está ao meu lado, com seu pêlo branco e o rabo que parecia um espanador. Quando o pegamos para criar, em 1983, ele era um filhote, igual a uma bola branca. Depois, por minha culpa, nos afastamos. Eu fui para Londrina, onde vivo até hoje, e ele continuou em Araçatuba, sob os cuidados de meus pais.
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Hoje é Páscoa. Dia do ressurgimento. Não consigo deixar de pensar numa coisa: quando os mortos levantarem, no dia do julgamento, meu cachorro Ace também voltará à vida? A resposta é sim.
*********
À noite, como é característico da espécie, o cachorro latia muito, para toda pessoa que passasse pela frente da casa, de modo que precisamos aprender a dormir com seu escarcéu. Eu não sabia que esse aprendizado seria tão forte, que sobreviveria ao próprio Ace. Agora mesmo eu escuto e identifico a voz do meu cachorro; se vou ao quintal, à área de serviço ou à despensa (lugares em que Ace costumava ficar), tenho a clara impressão de que ele vai surgir a qualquer momento, cheirando-me os pés – e latindo, latindo para ninguém. As latas em que colocávamos sua comida e sua água continuam na estante, junto aos cascos de cerveja inúteis (porque eu e meu pai não compramos mais garrafas, mas apenas latas de cerveja).
*********
Não posso fugir à impressão de que eu e meu cachorro temos muitas coisas em comum, fortalecendo a teoria de que cães e donos se influenciam mutuamente. Uma delas é esta voz, não a voz que meus amigos ou colegas escutam no dia-a-dia, nem mesmo a voz traduzida pelas letras do computador ou do caderninho de notas; falo da voz interna que fala comigo mesmo, e que sou eu mesmo, e que provém do abismo. A voz do meu pensamento. Dentro dele, os latidos de Ace e as palavras de Paulo se confundem numa sonata arcaica, expressão mais confusa que uma banda indie tocando violoncelos roucos.
*********
Scott Fitzgerald dizia que na noite escura da alma são sempre duas da madrugada. O ditado popular ensina que não se deve chutar cachorro morto. Eu não tenho a mínima intenção de chutar ninguém, muito menos o meu cachorro morto. E lembro que Fitzgerald compôs uma canção picaresca, em parceria com o crítico Edmund Wilson, e que a cantava sempre quando estava bêbado.
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Eu estou sóbrio. Para escrever, necessito de lucidez (a lucidez possível nas condições da realidade). Mas não importa que seja dia claro, ou que a tarde ainda não tenha terminado: quando recaio no abismo das palavras, são duas da manhã. E o cachorro está latindo, lá no fundo do quintal.
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Alguém aí tem uma Neosaldina?
www
April 10, 2004
Procuras o mundo?
Clica.
Não mudes de assunto,
ouve a minha dica
– é instant access.
Eis a práxis.
Atualiza teu antivírus de quimeras,
conecta-te ao canal dos dias,
sem nexo de cronologias.
Vai em tempo real; sem ele, já eras.
Procuras tudo?
Aciona teu buscador
para ganhar um plus
de megas.
Navegas?
Só na versão 2005,
que a turma da Nasdaq
desenvolve com afinco.
Erras nos vales de silício?
Não vales nada.
Teu sistema é um suplício,
teu HD, uma piada.
Clica.
Não mudes de assunto,
ouve a minha dica
– é instant access.
Eis a práxis.
Atualiza teu antivírus de quimeras,
conecta-te ao canal dos dias,
sem nexo de cronologias.
Vai em tempo real; sem ele, já eras.
Procuras tudo?
Aciona teu buscador
para ganhar um plus
de megas.
Navegas?
Só na versão 2005,
que a turma da Nasdaq
desenvolve com afinco.
Erras nos vales de silício?
Não vales nada.
Teu sistema é um suplício,
teu HD, uma piada.
o dia seguinte
April 09, 2004
Sexta-feira, sexta-feira, sexta-feira. Hoje é sexta, amanhã também. Domingo vai acordar com ares de sexta. Se você gosta ou não das sextas-feiras, leia a crônica.
Santa Quinta Sem-Lei
April 08, 2004
Acabo de fechar minha última página. Depois de um dia de servidão, uma noite de anarquia! Quinta Sem-Lei, sem dúvida!
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É melhor não falar nada sobre os nomes trocados. Ah, Moraes.
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É melhor não falar nada sobre os nomes trocados. Ah, Moraes.
Minha força é minha fraqueza
April 05, 2004Para França
Minha força é minha fraqueza.
Quando pensares em mim,
lembra que nada aqui é poder.
Lembra que meus braços não são fortes,
que meu olho se engana
e que a idéia, Deus meu, a idéia me foge.
Lembra que a carne me escraviza,
lembra que o escravo sobrevive
exaltando o senhor,
e que o refém se afeiçoa pelo seqüestrador.
Lembra-te da síndrome de Estocolmo
quando eu disser: minha força é minha fraqueza,
nada em mim é poder.
Refém de minha fraqueza, dela me tornei senhor.
Quando pensares que vou dizer-te palavras sábias,
nota que minha ciência é dos medíocres,
que meu talento é não saber.
(Não sou do ramo de viver.)
Como os chorões desabam sua fúria
delicada e verde contra a gravidade,
minha fraqueza expande seu poder de sobressalto.
A ela pertencem todos os fantasmas
que choram sob a árvore,
cegados pela sarça,
esteréis na figueira,
perdidos nas glicínias,
nas ervas e raízes que nascem pelo chão.
Ligada à sonda venal,
que faz do hospital, procissão,
minha fraqueza mora no ar
– mas sua força está no chão.
Minha fraqueza é minha força,
nada me faltará.
Assim irei libertar
a todas palavras primeiras.
Minha fortuna é minha pobreza
– meu saber, ignorância.
Minha beleza é feiúra,
– o meu sucesso, fracasso.
Minha vitória é derrota
– minha presença, ausência.
E assim, das águas, os vinhos.
Assim, das luzes, as trevas.
Assim também tua força
se move na procissão.
Tua força é tua fraqueza,
meu amigo, meu irmão.
vende-se um homem
April 02, 2004
Reino: animal
Filo: cordado
Classe: mamífero
Ordem: primata
Família: hominídeo
Gênero: Homo
Espécie: Homo sapiens (?)
Mais detalhes: leia a crônica.
John Wayne convida
April 01, 2004
Quinta Sem-Lei especial 1º de abril.
Só para aqueles que não temem a verdade.
Buaahaahahahahahahaha (gargalhada de vilão).
Só para aqueles que não temem a verdade.
Buaahaahahahahahahaha (gargalhada de vilão).