Pedem tanto a quem ama: pedem
o amor. Ainda pedem
a solidão e a loucura.
Dizem: dá-nos a tua canção que sai da sombra fria.
(...)
E se aquele que ama dorme, as mulheres que ele ama
sentam-se e dizem:
ama-nos. E ele ama-as.
(...)
Porque não haverá paz para aquele que ama.
Seu ofício é incendiar povoações, roubar
e matar,
e alegrar o mundo, e aterrorizar,
e queimar os lugares reticentes deste mundo.
Deve apagar todas as luzes da terra e, no meio
da noite aparecente,
votar a vida à interna fonte dos povos.
(...)
Porque aquele que ama nasce e morre.
Vive nele o fim espalhado da terra.
(Herberto Helder, Lugar, 1961-1962)
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Eu gosto mais do Paulo do que do Briguet.
(Maria Ester Falaschi, Bar Brasil, 2004)
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Vou dar uma palestra sobre Herberto Helder. Hoje você está falando sobre as cores e formas. Como disse o português: tudo é outra coisa.
(Eu mesmo, Casa, manhã inexistente)
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Estou debaixo da página do dia.
E ainda tenho uma reportagem para escrever.
(Eu mesmo, filo-semita, apolítico)
Publicado em 26 de março de 2004 às 11:54 por briguet