Minha caneta vermelha de sangue,
o sangue azul de treva
e a treva verde da vida.
Que sol se fez amarelo
se o negro envolve os cabelos
da moça de tez transparente?
Meus olhos cheios de sangue
não sabem mais ver as cores:
o cinza que pode ser roxo,
o prata que pode ser branco,
a fonte do sopro incolor.
Caneta suja de sangue,
sangue azulado de treva,
a treva vermelha em terror.
Publicado em 14 de março de 2004 às 18:54 por briguet