Viver é a grande obsessão, a tatuagem no ar. Um dia acordarei desta vertigem; serão duas da madruga e um punhado de minutos.
Esqueço sempre a cidade em que vivo, o nome que tenho, o corpo que levo não sei onde.
Tudo me pesa, gelo em carne viva, fio elétrico nas águas, lontras e enguias dentro da boca.
O nome que tenho é tatuagem das coisas mesmas.
Um dia acordarei. Só um minuto, por favor.
Publicado em 27 de fevereiro de 2004 às 20:03 por briguet