O que o ódio agora quer de mim?
Ouço o rumor de suas patas.
O ódio,
esta ausência, esta distância,
anti-herói da farsa crua.
De todas as quaresmeiras nasceu o ódio,
senhor dos exércitos,
mestre dos fogos,
barão vermelho,
terceira mão que cava
– no sangue.
Talvez o óbvio seja então amá-lo,
buscar essência, presença, proximidade
dentro da cor que cai das quaresmeiras.
Talvez o ódio queira apenas ódio.
Mas não de mim.
Publicado em 19 de fevereiro de 2004 às 20:54 por briguet