Estelio tratava lidava cotidianamente com a morte e justamente por isso foi uma surpresa. Há anos ouço: “o Estélio não está bem”. Jana Ávila tem razão, foi um dos últimos da antiga a morrer em uma redação. A tendência é o escanteio, embora quanto mais o tempo passa, mais precisamos de veteranos. Lembra do tempo em que o Lisboa apanhava diariamente do Estélio no xadrez, quando o fumódromo era perto do banheiro? Era na mesma época em que o Carlos Silva saía pedindo beijos às mulheres da redação. Foi-se o Estélio e o Carlos, o passado ficando cada vez mais presente.
Lembro do Estélio jogando xadrez na biblioteca. Uma outra curiosidade que muitos não sabem é que tive o privilégio de ter aulas de redação com o Estélio no Antigo cursinho do Colégio São Paulo.
Me lembro até hoje de um de seus comentários sobre seu trabalho como jornalista. Ele disse mais ou menos o seguinte, que quando pediam para que ele escrevesse sobre um determinado assunto, ou quando ele tinha que fazer o editiorial e as vezes ainda não se encontrava nada em sua mente, então ele descia da redação dava uma volta (dizia que gostava de ler as histórinhas da Turma da Mônica), passava pelo xadrez. E quando as idéias se juntavam em sua mente já estava tudo pronto, era só escrever.
Em fim essas são minhas recordações dele hoje, neste momento.