Cara, hoje foi um dia muito triste.
Fiquei pensando que eu deveria ter conversado muito mais com Estelio, deveria ter aprendido muito mais com ele, deveria ouvir seus conselhos. Mas eu perdi essas oportunidades. Durante os seis anos em que trabalhei na Folha, conversamos muito menos do que poderíamos ter conversado, imersos na ditadura do cotidiano.
Quando surgia uma dúvida na redação – sobre política, história, geografia, religião – logo alguém dizia: “Pergunta pro Estelio”. Agora, a redação está muito vazia. Não dá mais para perguntar pro Estelio.
Hoje, quando vi o boné do Estelio, o velho boné, esse que está na foto aí embaixo, quase desmoronei.
E encontrei o
Galão no velório. O Galão e tantos outros companheiros de batalha. A bola está com você, Galão Mágico.
O texto do
Zero ficou incrível, emocionante, avassalador. Tudo que deve ser um texto.
Bom é saber que o Estelio venceu a morte. Deu um verdadeiro baile na morte, esses anos todos. Mas, como todo bom vencedor, ele também precisou descansar. Louvado seja.
Ah, você quer saber como alguém vence a morte? Pergunta pro Estelio, cara.