Carrego esta noite dentro de mim.
Poema às avessas carrego,
e canto esta noite dentro de mim.
Pensa, quando acordares, na noite
que levo guardada no peito,
a soma de todas as sombras do vento.
Ouve, na hora do ocaso, a noite
que canta meu nome em silêncio,
noite de sangues e batimentos.
Entende esta noite dentro de mim,
estranho idioma de um homem só,
que a noite que canta tão baixo assim
um dia espera vencer o Sol.
Adia esta noite, mulher da luz,
adia esta noite com teu amor.
Até o infinito, adia esta noite,
a noite que levo, a noite que sou.
Publicado em 19 de dezembro de 2003 às 09:42 por briguet