(Eu sei que vão me chamar de lírico, mas e daí? Um animador de TV, certa vez, me chamou de poeta, e eu retruquei: “Seu animador de TV!”)
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Te olhar, mulher,
do fundo da angústia
e aniquilar o pesadelo
como se fosse um grão de tempo.
Te olhar, mulher,
no agosto do meu trabalho
e na síncope alumiada
do meu secreto veio.
Mulher, paz do meu desalento,
obscura fonte dos anseios,
o pão de cada dia,
absurdo e rosa-dos-ventos.
Mulher, amor, inexistência das coisas,
sal em mim:
que nasça a vida em dia
para construir meu fim.
Publicado em 03 de junho de 2003 às 11:46 por briguet
Sabia q naum demoraria pra q vc se tornasse um blogstar.
Suas palavras são bem mais expressivas q tua cara, quando a vejo noites afora...
t+